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domingo, 10 de dezembro de 2017

CRÍTICA LITERÁRIA POETISA E ESCRITORA Sonia Gonçalves COMENTA O AFORISMO 454 /**QUANDO O MORTO FALA POR SI**


Muito lindo seu texto Manoel Ferreira Neto, abriu o coração expôs o seu modo literal de pensar. Acho que, sei lá, tá tudo meio esquisito mesmo, meu amigo poeta, penso cá na minha ingenuidade poética que quem gosta de te ler vai sempre gostar e não enjoa; eu leio e releio textos que gosto muitas vezes. A linguagem já está mais do que batida esse tema. Aliás falando em tema, pode parar viu? Por que falando tanto em morte, lápide, epígrafe e tal? Ainda tem muito o que viver Manu...Vamos alegrar Beijos querido...Bjos pra Graça... <3
Sonia Gonçalves
Bom dia, Soninha Son. João Ubaldo Ribeiro dissera o escritor que não é polêmico é imbecil. Para mim, o escritor quem não rasga o verbo de seu pensamento, o que ele pensa com todas as letras, como espera contribuir com o despertar da vida, mostrar as pessoas que elas podem ser elas mesmas, podem realizar os seus desejos? Muchas gracias, querida amiga nossa, por seu carinho e reconhecimento. Deixe comigo: vou parar de falar na morte, quero viver muito ainda para superar o escritor que mais escreveu no mundo, Santo Agostinho. Hei-de ser o segundo que mais escreveu na vida, assim tenho de viver muito ainda. Beijos nossos!

Manoel Ferreira Neto

#AFORISMO 454/QUANDO O MORTO FALA POR SI#
GRAÇA FONTIS: TÍTULO/ESCULTURA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO
EPÍGRAFE:
"Raras são as pessoas portadores de um pensamento consciente, vivo."(Manoel Ferreira Neto)
Dizendo que raras são as pessoas portadoras de um pensamento consciente, vivo, pensa-se, com efeito, o desejo é de achincalhar os valores de nossa contemporaneidade, de nosso quotidiano, mas nunca que se tem outros objetivos bem mais sérios que apenas uma afirmação neste nível, embora seja bem explícito que assim o penso, seja uma incólume verdade.
Raras são as pessoas portadoras de um pensamento consciente, vivo.
Não tê-lo não é solo, leitmotif para sentr-se inferior, negligenciado, subestimado, achincalhado, vexar-se, sentir vergonha: o aconselhável e a atitude ipsis verbis suprema e divina é silenciar-se, nada dizer do que pensa e sente. Alguns diante do que pensam e sentem, viram as costas, res-ponder seria o mesmo que assumirem o mesmo nível; quanto a mim, em certas circunstâncias, não descendo em nível delas, mas dizendo-lhes de modo que jamais terão a contra-resposta: levar-me-á ou levará o sapo seco para a sepultura. Ai, isto me dá um prazer que a eternidade jamais sentirá o nível deste prazer que sinto.
Poder-se-á replicar que em tudo isto não existe idéia, nenhuma novidade. Tenho muito poucas mesmo, idéia e novidade, e creio que isto é o pecado original mais puro, o pecado, que alguns supõem terem se anunciado no pretérito das pulgas, antes do rio assim se chamar, na sua fonte mesma. Disse-o antes que não tenho uma novidade, a minha é feita de caminhar. Replico, pela última vez, não me lembra de haver tido a primeira; não irei repetir, é algo de que sinto sérias ojerizas.
Contudo, que há nisto uma grande massa de idéias, e nova, isto é, existem nestas palavras escritas no túmulo inúmeras idéias novas, muitos desejos e vontade de mais vida ainda, há sim, pois que sou eu quem o faz, não houve outro senão eu próprio. Mas, como já era esperado, exprimo-as com grosseria. Não há motivos de agressividade, mas me exprimo deste modo e estilo, e ainda me rejubilo de prazer e contentamento. Disseram-me que escrever só coisas lindas e doces acaba por enjoar os ouvintes, leitores, o que concordei. Havia coerência. Não sou um pequeno sujo que come chocolates de modo compulsivo. Aí, então, sendo autêntico, assumi a agressão. Comigo não há outro caminho senão os extremos, os paradoxos. Encontrei agora o meio-termo que tanto as pessoas e íntimos reclamavam de mim.
A exposição é mesquinha, frouxa, superficial e de nível ainda inferior à minha idade. Faz vinte anos cometi o disparate de aumentá-la dois anos. Os amigos descobriram a mentira, censurando-me por atitude tão medíocre. Por que aumentar a idade?! Sem sentido. Talvez não tivesse. Acredito. Pensava comigo que, aumentando a idade, iria mostrar maior experiência e sabedoria. E, agora, esta exposição dos primeiros dias de falecido é de nível inferior à minha idade. Adquiri muitas experiências com as situações e circunstâncias da vida.
É por um destes impulsos a que se procura em vão resistir, que se entrega fácil a hesitações tantas, que me ponho a escrever estas poucas linhas, quem quiser que compreenda e entenda mesmo que à moda das orelhas pontiagudas, tenho pouco tempo, antes que o primeiro verme venha roer as frias carnes do meu cadáver. É tudo, em mim e à volta de mim, tão estranho e obscuro!... No entanto, mesmo que vivesse ainda por uns quarenta anos, juro que não assumiria de novo tal encargo em relação a qualquer outro período da existência. Deixo a liberdade de um posicionamento próprio, mas é necessário estar ignobilmente enamorado de si mesmo para que seja possível a alguém escrever a autobiografia pós mortem, em poucas palavras, sem me envergonhar.
Se é que me envergonharia de algo escrito, com certeza tenho uma idéia de quando: com uma linguagem bem vulgar e chinfrim, já que posso espremer os miolos, criando coisas de alto nível, com uma linguagem de causar inveja a muitos. Sentir-me-ia escrevendo um diário muito peculiar a adolescentes, a adolescentes que descobriram a primeira paixão.
Vale a verdade que não tenho em mira o aplauso dos vivos, dos que estão ainda sensibilizados com a minha morte. A questão é tão antiga que nenhum ouvido é capaz de captar com clareza e senso de julgamento. Ouviu-se ser falado em todas as rodas isto e aquilo, em todos os lugares, aí são os tratamentos mais delicados possíveis. Almejam com certeza algum comentário dos futuros biógrafos, especialistas. O biógrafo e o especialista esquecem-se de dizer com todas as letras e estilos possíveis que seu empreendimento não teve outro sentido senão figurar no pretérito das pulgas. Mas com certeza estes homens não vão figurar junto comigo. Não cito os nomes, mas denuncio as falcatruas e interesses mesquinhos.
"Considero uma vilania expor no mercado literário os sentimentos íntimos de um morto...”
(**RIO DE JANEIRO**, 09 DE DEZEMBRO DE 2017)





sábado, 2 de dezembro de 2017





RUN Eni RUUUUNNNNNNNN

Sexta feira, 4 da tarde, fim de expediente, e ela olha pro visor do telefone na sua mesa. Exatamente 100 ligações atendidas, em 8 horas ela falou com 100 pessoas , fora as internas, isso já passava de insano.Sua mente entrando em shut down , seu corpo perfeito modelo pro Walking Dead.

Quando saiu tinha um vento frio,respirou fundo, aquela sensação gelada por dentro funcionou mais que qualquer energético, conseguiu rir das folhas no chão fazendo círculos, parecia que tinham libertado os 101 Dálmatas e eles brincavam. Se deu conta que não precisava mais correr pra casa, aquele desespero de estar sempre correndo tinha consumido a si mesmo.

Tem lugares no mundo que Dezembro fica especial, se sente em cada calçada, praça,vitrine, bar,pessoas, e ela estava exatamente num desses lugares. Pra que ter pressa??Caminhou em sentido oposto ao de casa, entrava nas lojas pra ouvir a trilha sonora, realmente gostava dos "classicos",tentava imaginar como seria o designer que projetava aquela decoração, no que pensava alem de marketing, teria algum sonho dele ali? Alguma saudade? Esperança?

Não contem pra ninguém, mas qualquer lugar comercial que ela entre e esteja vazio, começa a ficar cheio minutos depois, como se ela tivesse um ima pra atrair clientes(isso já foi testado centenas de vezes),ai ela saia, gente falando alto,tumulto hoje seria demais.

Parou em frente a um bar,estilo rustico,com uma enorme janela pra rua, uma parede de tijolinho vermelho e entre eles desenhando um labirinto o pisca pisca de natal, sem piscar,( se piscasse o tempo todo ela corria o risco de ter um ataque epilético) apenas iluminado os caminhos, sera que tinha saída naquele labirinto?

Quando entrou estava vazio, ainda era cedo. Sentou na mesa ao lado da janela,uma moça sorridente se aproximou, se apresentou( eles sempre fazem isso por estas bandas, dizem o nome sorrindo e o que fazem,fica menos impessoal),deixou o menu e saiu. Ela desligou o celular, se o mundo fosse acabar ela estaria completamente inocente nisso rsrs.

Não cafe, seria o milésimo,não vinho, talvez não conseguisse parar, pediu um Moscou mule, tinha provado uma vez, e era delicioso, a maneira como era servido numa caneca de cobre tinha tudo a ver com o lugar e o momento.

Ha o silencio, o drink, a musica, blues ,a janela que deixava ver o vento....paraíso existia..... por exatos ou quase 10 minutos.

Tem coisas que so acontecem em certos lugares e ela estava num desses lugares onde absolutamente tudo pode acontecer da maneira mais natural possível....e acontece.

Distraída olhando a rua e o vento e o que ele fazia com as pessoas "desesperadas" que cruzavam com ele levou um tempo pra perceber alguém parado em frente a ela.

Com a ponta dos dedos esse alguém deslizou uma moeda pela mesa, e sem cerimonia perguntou com um sorriso: Um filme, uma cena e porque o primeiro que voce pensar......por favor!

Esse "por favor" foi o necessário pra desfazer o olhar assassino que apareceu no rosto dela.

Quanto tempo leva o celebro pra formar um pensamento, uma imagem, muitas imagens ao mesmo tempo e o sentimento que elas criam/criaram???

Forrest Gump. O momento que ele recebe um tênis da Jenny pelo correio.

Coloca nos pes e sai correndo...ate o final da rua...avenida....cidade....estado....um depois do outro......sem se importar com o mundo em volta, com o que deduziram, imaginaram o porque dele correr e então ele para, e volta...... caminhando, sem pressa.....em paz com ele.

Porque me fez acreditar que é possível encontrar sua própria paz.

Em nenhum momento olhou nos olhos do outro lado, so respondia olhando o labirinto desenhado na parede do lado oposto..... sera que tinha saída???

Quanto tempo levou isso???

Desviou o olhar pra um grupo de mulheres que estava entrando, umas 8 , rindo, falando alto, tipico de um bando de mulheres juntas numa sexta feira rsrs, happy hour começava , ima ativado.

Ouviu um toc-toc-toc na janela, do lado de fora um sorriso a recebeu, e com sinais apontava pra mesa.

Debaixo da moeda um cartão , momento exato que ela definitivamente levanta uma das sobrancelhas.....deduzir o que ela esta pensando nesse momento e deveras arriscado.

Do lado de fora outro sorriso, nossa, fazia seculos que não via um sorriso assim....natural, verdadeiro......simples.

Um bye bye que foi respondido com um movimento de cabeça e o vazio enchendo rapidamente...... do bar, a principio .

Hora de fechar a conta...seja ela qual for.

Pegou o cartão sem olhar e colocou no bolso do casado, ficou olhando a moeda, não era dali....era de outro lugar e antiga. Como adivinhou que ela tinha um caixinha com moedas de vários países.

Ao sair entrou no mundo de novo, o vento agora fazia das folhas pirilampos coloridos no ar, já estava escurecendo e um mais profundo respirar gelado estranhamente aquecia o sangue nas veias.

Existe lugares que tudo pode acontecer...e ela estava num deles e so então percebeu que tinha recebido seu "par de tênis" e já não mais corria, voltava caminhando.

Run Eni Ruuuunnnnnnnn
02 Dez 18

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Maria Moderna * By Rogério de Moura


Maria Moderna



Maria moderna é uma ex-mulher.
Quebra a perna, mas não sai do salto.
Politicamente correta, discreta, a melhor.
Às vezes fuma, às vezes bebe, às vezes toma fluoxetina...
Percorre grandes distâncias em pequenos atos.
La vai a Maria ansiosa fazendo fumaça.
No caminho faz seus ritos.
Vai Maria, vai depressa!
És Maria dos Aflitos?

Maria moderna é uma ex-amiga.
Trabalha muito, é auto-suficiente,
Solicitada sempre às pressas não se junta e nem se espalha.
Saiu da roça, saiu do tanque, saiu de casa e,
Está no grupo dos iguais, não se atrapalha.
Num meio tão seleto só tem dez iguais.
Cuidado Maria, olhe a vaidade, vais perder a identidade...
Não és mais a Julieta, és Maria Antonieta?

Maria moderna é uma ex-filha.
O pai partiu, a mãe morreu, os irmãos sumiram, o marido escafedeu-se,
Os filhos vão e vêm, amigos, às vezes, têm...
A Maria articulada não está com a família,
A Maria sem estada, a Maria fugidia.
É Maria Imaculada?

Maria moderna tanto-fez-tanto-faz,
Sempre lá, às vezes cá, no canto, a sós.
A Maria tem seus nós,
E não pode sentir dor,
É Maria sem amor...
Seu destino é o vibrador?
Mas a Maria merece amar,
Homem, senhor, rapaz,
Ou mesmo a Maria José,
E tome mais este dilema:
De Sapho a Maria Madalena.

Maria moderna a independente,
Fez in vitro até gente,
Arranjou outra parente,
A Maria da faxina,
Que na falta não faz falta,
E lá vai a Maria empresariamente moderna, e Maria:
Lava roupa, faz comida, troca o carro, paga conta,
Saca dinheiro, lava quintal, lava cachorro, arruma cozinha,
Troca roupas, troca fraldas,
Troca de trabalho, troca fraldas,
Troca as crianças na escola, troca fraldas,
Esquece o filho no carro, troca fraldas,
Troca lâmpadas, troca fraldas...
“Mããiiiêê! O bebê tá acendendo!”
Ufa! Que estressante!

Como cabe tanta Maria numa só...
E ainda tem mais Marias: a da Concepción, a das Graças, a Auxiliadora, a de Lourdes, a Encarnación, a do Céu, a das Dores, a de Jesus, a do Socorro, a da Misericórdia, a do português da padaria...
A Pietá!
E a Maria Moderna... onde está?

Rogério de Moura

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

POÉTICO *By Carlos René Oliveira


Imagem: Compartilhada de Amarisso New York

POÉTICO

Wellington D'Alessandro Filho, Escritor de livros de mistério, espionagem e ficção científica alcançou considerável reconhecimento do público e da crítica com quatro livros publicados em edições na Inglaterra e posteriormente no Brasil. Brasileiro, que adotou pseudônimo para todas as edições. Um de seus livros sobre a Inteligência Artificial alcançou grande sucesso.

Ele decidiu ingressar no mundo poético, fez estudos, e para tanto criou, uma página no Facebook com o seu verdadeiro nome sem qualquer adjetivo em acréscimo, e começou a publicar poemas razoáveis e bons. Na Apresentação: Poeta. Tinha também com o seu ingresso nesta Arte um outro objetivo que não apenas o diletantismo ou vaidade.

Ele era cuidadoso nas imagens em suas publicações, muito bem tratadas e adequadas aos textos, usando a sua experiência de Publicitário e Artista Plástico.

Página aberta, publicou diversas vezes para o público em Geral e se esmerou, nos títulos, nas primeiras palavras que iriam circular como notificações. Exemplo: " O Amor na Ilha da Agonia", onde estaria contida toda a força de chamada.

Sementes bem lançadas, surgiram interessadas em conhecer o novo Poeta, normalmente mulheres apreciadoras do romantismo, a se verem nos escritos, a receber uma atenção mesmo que longínqua.

Definidos os princípios de sua publicação, esmerou-se D'Alessandro no tratamento respeitoso e cortês. Ele publicava também músicas de Roberto Carlos, por ser o Artista aquele que mais valorizou a mulher em toda a sua carreira.

Textos pequenos de interesse geral, algumas abordagens leves de comportamento, moda, etiqueta, culinária e muitas imagens de animais, cidades, turismo, artesanato, conhecimentos adquiridos nos seus Ofícios.

Junto a ele foram para a sua página quatro profissionais da sua Agência, que representaram o seu Staff, e outras pessoas do mundo da Internet, sem vinculação direta com a Poesia.

E até se surpreendeu com o bom desenvolvimento e aceitação da página.
Minucioso, examinava cuidadosamente todos os comentários que chegavam, as curtidas e tratava com atenção os comentários, sempre personalizadamente.

Examinava as miniaturas das fotografias, ia às páginas e as vasculhava sob o aspecto da intelectualidade e dos sentimentos de quem comentava.

Quando aquelas Leitoras ou Leitores voltassem aos box de comentários de outras publicações, ele tinha dados para uma maior atenção. As páginas que visitava em pesquisas eram quase sempre abertas, ia aos amigos e tudo anotava.

Um novo Poeta na Praça chegou ao conhecimento de uma inteligente, ótima Poetisa, bela e excelente estrategista - Sonia Gonçalves - à procura de novos nomes a trazer a lume no seu Grupo.

Os dois executaram um bailado e, convidado, Wellington D'Alessandro Filho, acolheu e passou a colaborar no relevante Grupo brasileiro e também no Blog, neste ingressando ainda em temas de mistério e psicologia.

Artista novato, por duas vezes na semana, comentava também as publicações de outros Poetas, abrindo um leque de mais alegria, comunicação e aperfeiçoamento.

A Poetisa Líder participava ativamente destas Rodadas, consideradas Saraus pinga-fogo. Ele estava fazendo amigos.

Ele observou que Luna Kássia, uma linda mulher inteligente de forte presença, o acompanhara ou no Grupo Poético já se encontrava. E o que mais o encantava era a sua inteligência. Igualmente Poetisa.

Aquele tipo de mulher que brilha numa conversação, ingressando num ambiente como uma Modelo do Campo, pela refinada simplicidade. Mulher que em silêncio fala com os olhos, os sorrisos, os gestos delicados. Tudo que um homem ajuizado gostaria de ter ao seu lado.

D' Alessandro um expert em expressões e identificação facial, foi se aprofundando na analise de Luna. Sua localização atual era uma ilha grega e a nacionalidade, Portuguesa.

E neste trabalho foi se encantando, se enamorando por aquela mulher . E, como sempre ocorre no mundo da Poesia, foi dando a ela uma atenção especial, umas palavrinhas bem estudadas respondendo os seus comentários ou comentando as suas Poesias.
E com grande cuidado para não chamar a atenção.

Mas neste metiê todos são macacos velhos, onde o mais bobo sobe pau de sebo de costas.

Um Leitor e também Poeta, Paulo Lira, fino no trato, deu um toque em um comentário: - Poeta D'Alessandro, a Poetisa Luna está atrasada. Ela não é disto. O que terá ocorrido ?

Disfarçou D'Alessandro: - Realmente, Poeta Paulo Lira. E eu gosto tanto dos comentários dela. Também dos seus que são muito pertinentes e bons.

D' Alessandro começou a dedicar atenção a outras e outros. Disfarce ou boas intenções ?

Até que ele publicou um Poema que continha:

"... Gaivota, atravesse o Oceano.
Você é capaz e sabe, por instinto, a direção.
Deixe na janela do seu atual amor
uma cartinha explicando, por alto, o seu novo voo ..."

Desandaram as declarações de Amor de Luna, apaixonadas, fortes no Messenger, respondidas com afeto e entusiasmo; versos e bordados.
Amaram-se. Fizeram planos. D' Alessandro enviou fotografias da casa onde residiriam no Brasil, comodidades para uma eleita entre tantas. E Luna abriu a sua vida em detalhes para o seu apaixonado. E assim foi por um bom tempo.

D' Alessandro havia montado um esquema de apoio com duas publicitárias da Criação um de Atendimento e um Redator Especial da sua Agência que se filiaram ao Grupo e que já atuavam na sua página.
Além da Escritora Margarida de França, em de São Paulo, sua Amiga pessoal, forte presença no bater o martelo final.

Torcidas normais que podem ocorrer no Mundo da Poesia. Sendo indispensável a discrição e até algumas indagações de disfarce ao Poeta-Líder.

No final da tarde, em cafés, bistrôs a equipe de D'Alessandro estabelecia os rumos da Poesia e logo seus colegas cuidaram da contenção dos laços amorosos daquele que estava se perdendo.

Numa visita que fez D' Alessandro à página de Luna, verificou uma publicação com diversas fotografias de Luna e um senhor bem mais velho, aparência perfeita de milionário, ambos com roupas de banho, mergulho, chapéus num iate, em bares, lojas da moda. Abraços e beijos.


A alegria estampada por ambos parecia verdadeira e a localização, de fato, era no Mediterrâneo. Na única fotografia em que Luna estava sozinha, D' Alessandro fez um comentário delicado. Ela retirou dois dias após toda aquela publicação.

A partir deste dia ocorreu o inesperado. Luna desapareceu da sua página e do Grupo. Decorrido um razoável tempo, a Equipe de Apoio de D'Alessandro autorizou a publicação da análise da Letra de uma canção. Um teste fortíssimo:

" Olha
No brilho de uma estrela que já não existe
É lá que meu amor te vê e ainda insiste
Como se calculasse um mapa astral

Juro
Eu não te quero mais como eu queria
Se o coração me ouvisse não andava assim
Pisando em cacos de amor " Cacos de Amor"
Composição de Luisa Possi, que interpreta com sua Mãe Zizi Possi. ( Link e Letra no primeiro comentário)

Um sucesso na Página e no Grupo. Mas nenhum eco de Luna.

Todo Poeta tem um mote musical e D'Alessandro assumiu estes versos.
Sempre nos seus Poemas e Crônicas, que abordavam questões tristes, de solidão , ,eçamcolia, ao final ele apresentava uma Porta, uma Redenção da Dor.
Quase ninguém era responsável pela sua dor.

E com este estilo de reflexão e janela para o Sol obteve duas Distinções Poéticas em apenas nove meses. Tempos da ausência.

Vários meses após a separação, os sentimentos de amor não poderiam subsistir, pelo seu temperamento e dinâmica dos trabalhos da Publicidade, e da Poesia.

Prosseguiu no trabalho poético até de forma melhor, mais solta. A entusiamada participação da Poetisa Sonia Gonçalves prosseguiu, despertando os diversos Poetas a ver o coletivo da Poesia: abraçando, incentivando outros, em congraçamento.

Ela sentia que D'Alessandro, um Condor Andino, voava com uma asa ferida e redobrava-lhe a atenção com alegria, entusiasmo.

A Poesia ajudou em muito o trabalho de criação da Agência de Publicidade nos textos que se tornaram uma boa novidade no mercado.

Este sempre foi o objetivo especial que levou D'Alessandro a ingressar na Arte Poética. A perfeita compreensão da linguagem e dos anseios sentimentais do público.

Wellington D'Alessandro Filho já estava concluindo mais um livro de mistério. Trabalhando a plenos pulmões, contente, quando recebeu na sua página e com publicação no Grupo uma canção, acompanhada de umas poucas palavrinhas inocentes, publicada por Luna.

Outra Vez - interpretação de Gal Costa - Composição de Roberto Carlos, o Artista da estima D'Alessandro.

" Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi, dos amores que eu tive,
O mais complicado e o mais simples pra mim
Você foi o maior dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu ...
E é por essas e outras
Que a minha saudade faz lembrar
De tudo outra vez..."

Carlos René Oliveira. Brasília - Distrito Federal - Brasil, 10/11/2017.
Imagem: Compartilhada de Amarisso New York.

Outra Vez. O Link e a Letra também no Segundo comentário:https://www.youtube.com/watch?v=pKtnIqsGvTk

" Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi, dos amores que eu tive,
O mais complicado e o mais simples pra mim
Você foi o maior dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu ...
E é por essas e outras
Que a minha saudade faz lembrar
De tudo outra vez....
Você foi
A mentira sincera
Brincadeira mais séria que me aconteceu
Você foi
O caso mais antigo
O amor mais amigo que me apareceu
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez
Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade
Sem nada perder
Você foi
Toda a felicidade
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos que eu pude fazer
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
só assim sinto você bem perto de mim"

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

VOCÊ É MAIS UM

É interessante ver como as pessoas, no geral, assustam-se quando descobrem que alguém não sabe algo que elas sabem há anos. É como se olhassem para extraterrestres, que nunca estiveram no planeta Terra. O fato é: quanto mais velhos ficamos, maior é nossa obrigação de saber tudo, sobre tudo, perante os demais seres humanos. E não importa se eles não sabem tudo, sobre tudo. Você tem que saber!
Há pessoas com todo o tipo de conhecimento. Há aquelas que entendem tudo sobre fazer um bom churrasco. Algumas conhecem diferentes tipos de peixes e seu preparo culinário; outras sabem muito sobre política e os políticos; muitas, e muitas mesmo, falam sobre futebol, seus técnicos e jogadores; algumas discorrem com profundidade sobre os cortes de carne bovina; outras falam sobre espécies de flores e seus cuidados; e muitas sabem elaborar diferentes pratos. Algumas curiosas sabem muito sobre as famílias tradicionais das cidades onde moram, e suas evoluções patrimoniais; outras sabem tudo sobre a localização geográfica do comércio onde residem; outras tantas sabem as distâncias entre as cidades e as "melhores" rotas para chegar a elas. E vai embora, a coisa não para. Há muito conhecimento para ser sabido, muito mais do que gente para sabê-lo, mas as pessoas parecem não saber que sabem muito pouco (a repetição deste importante verbo foi intencional).

As pessoas que se assustam com a "ignorância" alheia não percebem que elas mesmas são ignorantes em dezenas, centenas, milhares ou milhões de informações do conhecimento humano.

Então, não se assuste com a "ignorância" alheia, pois você é também mais um dos "ignorantes" que revestem esse planeta.

sábado, 30 de setembro de 2017

{crônica//proposta} By Arnaldo Leodegário

Dia 31 de Março, Dia Internacional {da Consciência} da Mulher
{crônica//proposta} 
Porque o dia {da Consciência}? Espera-se 364 dias do ano, para se dizer que há um dia InteR-Nacional ... só da mulher. 
Comemora-se o Dia Internacional da Mulher, com muitas alusões, festejos, falácias,... mas, apesar de tudo isso, todas essas conquistas e avanços... Porém, ao depararmos com as noticias diárias, estatísticas oficiais, descobre-se com decepção, que Não há o que a Mulher comemorar no dia 08 de Março. ... Então, cria-se o termo FEMINICIDIO... Todo dia, é dia de ser Esposa. 
Todos os dias, ela cuida da casa. Todos os dias, ela não tem folga. Todo dia, é dia de ser Mulher, Mãe. Todos os dias, ela não tem tempo prá si Todos os dias, ela trabalha fora. Todos os dias, Além de trabalhar fora, ela trabalha em casa. Todos os dias, Por uma jornada dupla, ela ganha menos. Todos os dias, Além de menstruada, ela encara a vida. Todos os dias, A última palavra é a dela Todos os dias, ela se faz de forte. Todos os dias, ela é resignada. Todos os dias, ela é Submissa. Todos os dias, o homem assiste o futebol, e ela lava a louça. Todos os dias, ela lava e passa roupa. Todos os dias, ela faz a comida e serve à mesa. Todos os dias, ela leva os filhos à escola. Todos os dias, ela leva o filho doente ao médico. Todos os dias, ela vai ao supermercado, açougue e padaria. Todos os dias, ela cuida da economia do Lar. A Mulher tem menos o que comemorar, e mais o que se conscientizar. Todos os dias, o homem sai a beber com os amigos, e ela fica em casa com os filhos. Todos os dias, ela é assediada, moral, e ou sexualmente. Todos os dias, em algum lugar, uma mulher é espancada. Todos os dias, em (todos os lugares) milhares de Mulheres são espancadas. Todos os dias, elas sofrem violação dos seus direitos. Todos os dias, não reconhecem seu valor. Todos os dias, negam a elas seus Direitos. Todos os dias, elas são maltratadas pelos homens. Todos os dias, elas sofrem violência. Todos os dias, elas são violentadas. Todos os dias, a Mulher não tem como se defender. Todos os dias, a Mulher enfrenta adversidades. Todos os dias, ela não tem vez, Não tem voz. Todos os dias, a Mulher sofre calada Todos os dias, Mulheres são oprimidas. Todos os dias, a cada minuto, Uma Mulher é assassinada. Todos os dias, milhares de Mulheres são vitimas das guerras. Todos os dias, Mulheres são discriminadas. Todos os dias, as Mulheres são vítimas de Maus tratos. Todos os dias, a Mulher... é SERVA da sociedade... Apenas... A Mulher se conscientiza então, de quê, dia 08 de março, não é bem o dia dela. Porque, mesmo com todas as homenagens e comemorações desse dia,... passado isso, para elas, tudo continua como era antes...Uma clara evidência disso é que foi criado o termo FEMINICIDIO. Logo agora, que tanto se comemora e se alude ao Dia Internacional da Mulher. A Mulher tem mais a se conscientizar, e menos a comemorar. 

Arnaldo Leodegário Pereira
Texto protegido pela lei dos Direitos Autorais nº 9.610/1998. Campo Grande MS. 22 de Setembro de 2017. .... 







quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Não sabe de amor



Não sabe de amor, exceto se você já...
Ficou acordado a noite toda esperando um filho voltar da festa...
Adiou ou desistiu de um projeto pessoal para dar atenção aos seus pais, tios ou irmãos...
Sentiu a angústia intrínseca ao ouvir as histórias de um idoso, e ainda assim aprendeu com elas...
Chorou com o abandono e a tristeza de uma criança que nem conhecia e deixou de almoçar para alimentá-la...
Convenceu a família a deixar um cão de rua na sua casa por uns tempos... Tempo infinito.
Foi a um show sem a menor vontade apenas para ser parceiro...
Admitiu, meio encabulado, que se emocionou com o carinho de um amigo num dia em que estava de mal com o mundo...
Duvidou de Deus, mas nunca deixou de acreditar Nele e Temê-lo...
Apanhou uma rosa e acabou não entregando a quem pretendia...
Escreveu e reescreveu mais de dez vezes um poema que nunca mostrou...
Ouviu músicas românticas para provar e provocar lembranças...
Sentiu saudade...
Sentiu saudades...
E sentiu mais saudades ainda de tudo o que viveu, pois viver é construir a própria história, orgulhar-se dela e relembrar sorrindo quando as recordações povoam a mente.
Não sabe de amor...
Exceto se destinou algum tempo para vivê-lo.

Moacir Luís Araldi

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Livre ou humano

Seria simples
se não fosse humano...
Não tem jeito
a rima que domina é engano
seria simples
se não fosse fácil
mas acontece
com Fulano, Beltrano e Cicrano
humanos
arrancados do nobre anonimato
sim, nomes são o grande engano
nome de gente
de cor
de raça
de classe
de credo...
Cruz credo!
Nome de país
de língua
de clube
de lado
de salgadinho frito recheado
de embutido redondo
de odor marcado
e sobrenomes, então!
odeio nomes
etiquetas
carimbos...
de gráfica, só gosto de livros
quero ser livre
então nada devo querer
nem mesmo ser livre
pois “livre” é codinome
e esconde
a essência do significado
disso
que nunca serei

sábado, 19 de agosto de 2017

Catando verdades entre os escombros (excerto)

(...)
Durante aquele momento chamado vida, E. Godoi achava que não pertencia ao mundo. Existia ele, E. Godoi, e o mundo considerado como tudo e todos fora dele. O mundo era aquilo que ele via girando ao seu redor. Nele estava tudo o que E. Godoi desejava para ser feliz. Como não havia qualquer identidade entre E. Godoi e o mundo, a felicidade nunca estaria nele.
Por que o mundo era tão carrasco? Por que a vida fez de E. Godoi sua grande vítima? Ele se acostumou e não sabia viver de outra forma, senão triste e esperando do mundo a sua felicidade.
Nem mesmo havia uma ponte entre o mundo e o pobre E. Godoi, e a culpa era do mundo, claro, pois não seria E. Godoi o responsável por construir essa ponte. Afinal, por que E. Godoi implodiria toda uma estrutura mental, construída ao longo de uma vida, para usar escombros, construindo uma ponte entre ele e o mundo. Seu reconhecido sofrimento era sua aprazível zona de conforto.

(...)

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Clones da Razão

Dona Razão é uma dama fácil. Anda com todo mundo.
É única, porém, não é raro que esteja com um e outro ao mesmo tempo.
Estranho não? Seriam clones da Razão??
Mas o interessante é que os clones são invisíveis. Então, se estou com a dona Razão, você não está, porque não vejo nem mesmo seus clones mal feitos. E nesse mundo concreto, existe somente o que vejo.
Claro, para você acontece o mesmo. Dona Razão está com você, é sua amante fiel, nunca o abandona. Você se orgulha disso e se pavoneia, alardeia, porque não a enxerga também, bem aqui do meu lado, na minha frente, atrás, sobre mim... Dona Razão é boa assim, sim!
É daqueles prazeres breves e, portanto, intensos, superáveis apenas por um Señorío de Ayud, ou qualquer outro tinto (seco, por favor!).
Quem será que está com a verdadeira Razão? Quem será que tem um clone ilegítimo?
A Razão, toda cheia de razão, então, assiste de camarote à disputa tola entre proprietários de clones espúrios, fabricados pelo seu arqui-inimigo e amante sadomasoquista, Sr. Ego.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Olho por cima/olho por dentro

Chegou o dia, em que me percebo com os óculos na ponta do nariz!
A primeira imagem que me vem é a da mamãe noel dos filmes… bem daquele jeito...
E agora eu vejo, com esses óculos, que não estava certo “olho por olho, dente por dente”.
O ditado original era: “olho por cima, olho por dentro das lentes”.
A tal expressão vingativa é, provavelmente, mais um daqueles ditados deturpados de ouvido em ouvido do tipo: batata que esparrama, mármore que escarra, gato usado em caça, ofício com esqueleto, coisas assim... e Roma, então, que passou a receber turistas bocudos, em vez de vaias.
Mas os óculos na ponta do nariz são algo prático e, com a idade, precisamos ser práticos, especialmente porque lente multifocal é cara... e feia... e dá trabalho do mesmo jeito, dizem.
Além do que, enxergo muito bem e longe, bem longe mesmo, tipo superpoder. Aliás, tenho todos os sentidos superaguçados. Queria que existisse, de verdade, um Prof. Xavier, pois, mesmo já usando óculos na ponta do nariz, ainda não sei lidar com meus supersentidos mutantes. O bom é que são invisíveis.
Por falar em invisíveis, voltemos aos óculos.
Será que estou com aquela cara de sábia anciã? Sobrancelhas levantadas, lábios contraídos, olhando o mundo sob (e sobre) uma ótica multifocal?
Ah, hoje em dia é fácil saber... farei um (ou uma? Nunca sei) selfie a “mamãe noel”.
Mas não funciona assim. Não dá certo, porque já é automático: olho meu rosto na tela e já me coloco num ângulo meio oblíquo, pra esconder a cicatriz do lado esquerdo do nariz, onde os óculos fazem cócegas… e tento sorrir sem forçar muito os pés de galinha, além de levantar o queixo pra disfarçar o papinho. Também sei que vou clicar umas 150 vezes, mudando milimetricamente o ângulo, em relação à luz, pros buraquinhos de acne não ficarem com sombra…
E, claro, vou acabar endireitando os óculos...
Tá, pelo menos na ponta do nariz vou tentar deixar.
Mas não sou fofinha como a mamãe noel. E minhas bochechas não são rosadas, por causa da base... têm cor só quando tem espetáculo. Odeio blush!
E coque? Não, né... pouco cabelo. O coque da mamãe noel é poderoso. E meu cabelo é pintado, claro!

Ah, deixa pra lá! Nem estou usando vermelho!

domingo, 6 de agosto de 2017

TRAJETÓRIAS CONVERGENTES *By Arnaldo Leodegário Pereira






TRAJETÓRIAS CONVERGENTES 
Filhos que não perdoam seus pais Flávio e Aparecida: Flávio não perdoa seu pai, pois o mesmo judiava de sua mãe e de seus irmãos pequenos há mais de trinta anos. Aparecida não perdoa seu pai, pois (ele) espancava sua mãe e batia em seus irmãos há mais de trinta anos. Detalhe: os dois não são irmãos, nem se quer se conhecem. Flávio sente falta de seu pai, que foi embora e nunca mais apareceu. Dele só restou a triste lembrança do espancamento e dos maus tratos a sua mãe. Flávio cresceu e tornou-se um homem revoltado com problemas de saúde, de baixo-estima e problemas com seus irmãos. Flávio é casado, leva vida honesta, porém cultiva muita mágoa no seu coração. Sua vida profissional é um tanto conturbada, ele tem dificuldade de parar em empregos, problemas de relacionamento com seus colegas de trabalho e com seus patrões. Disso também lhe restaram dificuldades financeiras. Aparecida, embora tenha seu pai presente não aceita conviver com ele. Dá-lhe desprezo e indiferença. Não o suporta, nem consegue encará-lo nem mesmo à mesa para tomar as refeições. Se ele estiver na sala ela vai para a cozinha e vice versa. Está sempre a se queixar dele, e culpá-lo pela sua infelicidade, e de sua mãe. Vive amargurada, guarda muitas mágoas e rancor, não consegue afirmar-se com um namorado, queixa-se de debilidade de saúde, como depressão, fobia, enxaqueca, e urticárias pelo corpo. Formada em arquitetura alega dificuldades para exercer sua profissão. Flávio é corretor de imóveis, apesar de esse ser um ramo promissor ele está sempre desempregado. Ele sofre de bronquite alérgica, depressão e rinite alérgica, porém procura refugio no alcoolismo, e em seus momentos de embriaguez chega ao delírio, fala em um dia poder acertar as contas com seu pai, ou mesmo cometer um homicídio. Com muita mágoa alega que só não procura seu pai para tal finalidade porque em alguns momentos de reflexão pensa muito em seu filho pequeno e em sua esposa carinhosa. Aparecida tem muita dificuldade de relacionamento com seus colegas de trabalho. Ela sente muita mágoa, tem mania de perseguição e sempre afasta seus possíveis pretendentes alegando que não quer sofrer e passar com um esposo por todos os maus tratos que sua mãe sofreu. Já passaram se mais de trinta anos. Se fosse mos fazer uma viagem ao passado e submeter o pai de Aparecida e o pai de Flávio a um tratamento com um analista e um psicólogo, será que não acabaríamos por descobrir que os dois teriam sido eles mesmos vítimas de algum fato trágico ou mesmo de violência em algum momento da vida? Ou o mal que eles praticaram. Esses atos de brutalidade não seriam o reflexo de algum dano que alguém lhes causou em suas infâncias ou adolescências, e assim os mesmos também seriam vitimas? Flávio: será que seu problema de saúde é mesmo de ordem física?... Aparecida: terá a medicina remédio apropriado para os seus males?... Os dois devem deixar para trás as mágoas e rancores do passado para serem felizes livres desse fantasma?... Obs: (essa narrativa é extraída de fatos reais). Este texto está protegido pela lei de direitos autorais 9.610/1998. Arnaldo Leodegario Pereira

domingo, 2 de julho de 2017

Escrever... Continuamente By Liége Vaz



Escrever é uma arte que reproduz nos amantes da boa escrita o gosto frenético de varar dias e madrugadas externando seus pensamentos, que podem se originar de abençoadas leituras ou recriações do próprio marco existencial.

Decerto, são sentimentos que emergem da alma como se fossem gotas suaves de orvalho, originárias das frias manhãs, permitindo sentir na mente o gotejar nas pétalas das flores, quando a natureza se faz presente em cada escritor, perpetuando-se nas suas diletas inspirações.

Os frutos da escrita entremeiam-se nas vivências contextualizadas por observações do mundo circundante, de maneira que se construa uma lógica textual conectada por um olhar holístico, no qual nossas incursões se multiplicam, quando promovemos o seu compartilhamento.

Nesse momento, cabe ao leitor internalizar cada palavra, dialogando com o texto de forma pessoal, podendo emitir conceituações que estejam dentro das suas próprias experiências.

Escrever para muitas pessoas torna-se um hábito, e nessa completude não sou diferente. Optei por duas profissões que exigem muito de um sistemático apego pela leitura e escrita, para sucesso do meu trabalho – advocacia e professora. Dessa forma, não acredito numa existência sem o aprendizado e, muito menos, sem a apreensão do exercício da palavra – falada e escrita - como melhor meio para galgar espaços importantes na sociedade contemporânea.

O corpo carnal tem breve ancoradouro de vida, mas durante toda a sua jornada existencial necessita do conhecimento, para que o indivíduo possa fazer uma leitura de mundo coerente e assertiva. Somos escritores! Vamos à luta para, com o que escrevemos, levar ao público aquilo que trazemos de melhor dentro de cada um de nós – nossas construções literárias, científicas, poéticas, jornalísticas, profissionais e pessoais.

Uma boa escrita traz no seu bojo uma valiosa organização das ideias e argumentos do autor, podendo ser uma fiel transcrição de sentimentos e pensamentos que margeiam uma determinada realidade. Também, torna-se um estímulo a criatividade, sendo essa uma das principais premissas de quem escreve e que tem no leitor seu alvo, para que esse seja capaz de viajar na história, imerso no que está transcrito, transformando em magia uma leitura prazerosa.

Assim, quem gosta de escrever estar sempre exercitando competências e habilidades importantes para o desenvolvimento de determinado texto, além de ser capaz de ler e reler várias vezes a sua proposta narrativa, para atingir com perfeição os seus objetivos.



- Liége Vaz – 03/julho/2017 –Olinda/PE-BR

Direitos reservados Liége Vaz

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Fofoca do Paraíso...(Humor) By ArNaldo Leodegário Pereira




Fofoca do Paraíso... (humor)

Um dia Adão procurou um velho sábio chinês para se informar sobre a mulher, o sábio lhe disse para ter paciência, pois iria descobrir por si próprio, porém adiantou: -- A mulher é uma serpente!... Adão foi-se embora pensativo, precisava encontrar logo a resposta para aquela inquietante pergunta. Pesquisou, pesquisou... Encontrou um serpentário e lá deu vazão à sua busca, descobriu várias coisas, porém não se satisfez... Resolveu pegar uma, levar para sua casa e adotá-la... Fez outras descobertas, descobriu por exemplo que se apaixonou pela réptil... Quer dizer... A essa altura descobriu que a tal era fêmea e tinha a formosura de uma bela mulher... Como toda fêmea necessita de um macho... Adão se descobriu um Ser-pento... Adão conheceu a “história” do Paraíso, a Serpente, a Maçã, Eva e o Castigo... Quando se deu conta teve com ela vária(os) serpen-tezinha(os), que logo logo sairão por aí destilando seus venenos. Adão foi expulso do paraíso... No final da sua busca chegou à conclusão!... A “serpente é um Mulher”!... A Macieira,... Deus?... Digo, Adão arrancou pela raiz! A Serpente, fugiu para o mato... A Mulher!... Descobriu que o adão era pobre... E se inscreveu no BBB...


Este texto está registrado no Escritório de Direitos Autorais sob o nº 576-645 Livro 1-101 Folha 218 Em 03/10/2012 RJ. Arnaldo Leodegário Pereira

sexta-feira, 16 de junho de 2017

A Quantas Anda Cada Expressão



A Quantas Anda Cada Expressão

MISERICÓRDIA...Anda em falta ultimamente...
Todo mundo se apieda e sente, mas se nega a tomar uma atitude conjunta com ação eminente, esquecemos que a União é o que nos fortalece.
PERDÃO...Somente bandidos e ladrões estão tocando o coração do "grande juri"e dos excelentíssimos magistrados obtendo Perdão e ouso dizer, há uma inversão de valores absurda de que o correto e por ser certo nos causa espanto, o errado estamos acostumando tanto que nem pranto causa mais tanto...
JUSTIÇA...Nunca foi tão notória a diferença com que se põe na balança a desigualdade Social, levando em conta a "razão social"de cada nome e logradouro.Tudo é como sempre foi questão de "zona"donde está a escola onde se estuda e não me refiro somente à cultura ou ao nível dessa para que seja notado por quem quiser, pois é só ver e ver a razão sem razão nenhuma.Afeta principalmente e sempre os servidores das mais diversas profissões ditas "baixo" escalão da classe faminta das formigueiras operárias sem letras para classificação de sua classe, desclassificada, desrespeitada por tantos, que não têm a dignidade de admitir que NOS PRECISAMOS muitas vezes com mais cultura que muitos senadores e deputados.Não pense você que estou sendo demagoga e fazendo apologia a uma classe ou outra, para começar desprezo esse lance de classes, isso só serve para manter a discriminação e alavancar, sustentar os tantos preconceitos que existem desde sempre. Mas como sou da "plebe" sustento.Os banidos e execrados pela justiça dos homens são punidos com severidade por crimes de "bagatelas"ou seja, não paga nem o papel que o processo é impresso, por outro lado temos o excesso de direitos para os cometedores de crimes hediondos, corrupção e outros...
A justiça vem tratando com indiferença o bandido sem colarinho e com diferença imperial e parcial o bandido de colarinho "branco" com moral encardida, cujos encardidos esses estão eles mesmos fazendo suas leis e manipulando seus julgamentos inclusive.
É fato a diferença de poderes aquisitivos julgando os delitos cometidos por um e por outro,  peso pesado, medido e condenado para alguns e para o político, ricos e influente a pena leve pena com privilégios e indultos inerentes alguns a própria constituição que já está capenga, fatídica e falida.
A justiça dos Homens virou piada mundial de mal gosto por toda parte.É a arte da filosofia desprezível bem mais podre do que aquela que julgou e condenou Sócrates a morte...
AMOR...Tanto se fala, tanto se diz, mas não se pratica, na prática fica apenas na teoria e em algumas alegorias de poesias no papel timbrado e assinalado por tantos.Portanto o verbo amar apregoado pelas redes preso nas paredes do nada, sobre os telhados totalmente alheios ao teor do que seria ou como de fato é no sentido explícito da palavra com o verdadeiro significado.
BEM...Bem, bem, bem!
Não se pratica olhando quem, imagine então sem olhar a quem
Acredito sempre no BEM sobre o mal, mas o BEM anda meio oculto nesses tempos de luta pela sobrevivência, um individualismos narcisos exacerbados, no bem palavreado só se enxerga o próprio umbigo, mas não enxerga o próprio rabo, se olha só para o "rabo" do outro se é que me faço entender...
VERDADE...Pobre verdade que em verdade vos digo:
Por onde andará não a palavra do Homem, mas o Homem de palavra?
A pura e crua verdade está num abrigo de mendigos, margeado de mentiras que nos contam a verdade todos os dias que está defronte do nariz de cada um, nas ruas noticiários, jornais e afins...
Ai ai de mim, ai de você e ai de Nós!
Todos estamos ardendo nessa arena incendiada.

Son Dos Poemas@SôniaMGonçalves





quinta-feira, 15 de junho de 2017

CONTOS E CRÔNICAS DA TARDE FIM DE OUTONO*By Regina Madeira



CONTOS E CRÔNICAS DA TARDE

FIM DE OUTONO

A tarde segue chuvosa, enquanto os passantes buscam abrigo nas marquises e pontos de ônibus. O movimento é crescente. É a famosa hora do rush quando as pessoas saem das escolas, empresas, casas, igrejas, deixando o recinto ou entrando nele.
As folhas caem das árvores formando um úmido e escorregadio tapete, mas nada disso tira a beleza da calçadas por onde todos passam. O tapete é colorido com folhas de todos os matizes, dando uma pálida alegria naquele final de tarde e início de noite longínquo.

Antonieta Vasques desce do ônibus e caminha rápido em direção ao corredor que leva aos casarões que foram transformados em apartamentos. Todos os dias a rotina é a mesma.
Antes mesmo de abrir a sombrinha que tira da bolsa, percebe Henrique Mackenzie, seu misterioso vizinho, ao seu lado com um enorme guarda-chuva que pode abrigar os dois.
Sem muitas palavras oferece abrigo para a bela mulher que sorrindo, guarda a sombrinha e aceita o braço que a resguarda sob o guarda-chuva.
Chegando ao casarão onde moram, despedem-se na portaria e cada um vai para o seu apartamento.

Reservada e tímida, Antonieta tem vontade de convidar o vizinho para um café, mas a vergonha a impede. Afinal foram três vezes que ele lhe oferece carona e nada mais.
Mas observa que ele está sempre pronto a oferecer uma carona e até mesmo carregar suas compras quando passa o mercado ou na confeitaria.
Enquanto seguem juntos sente o perfume amadeirado que a abraça juntamente com o forte braço que a protege dos encontros com os transeuntes. Será que algum dia terá coragem de convidá-lo para entrar?

O que a mulher desconhece é que ele vem fazendo isso há um bom tempo por interessar-se por ela, mas também a timidez e o sofrimento do passado impedem sua investida. Mas não impediu, no seu calado, de observar sua rotina para encontrá-la no exato momento em que ela chega do trabalho e vai a confeitaria da esquina justamente a tempo de trazê-la sob o seu guarda-chuva. Naqueles breves instantes sente o perfume marcante, uma mistura de pêra e flores, que sai do seu corpo e dos longos cabelos. A conversa que trocam é simplesmente sobre o tempo e o frio que se avizinha e as notícias do jornal. Nada íntimo nem sedutor, mas que tem uma enorme importância para ele.
Já observou também que ela sempre chega só e nunca a viu sair com ninguém. Espera que um dia tenha coragem de convidá-la para entrar.

A decisão foi tomada de comum acordo, mesmo estando cada um com seus pensamentos. Decidiram que não passa de hoje o convite. Antonieta, ao saltar do ônibus foi diretamente para a confeitaria onde comprou frios, salgadinhos, doces e uma garrafa de vinho. Enquanto isso, Henrique prepara tudo em sua casa para convidá-la para entrar. Salgadinhos, frios, vinho, doces e um café que acabara de fazer antes de ir buscá-la como se tivesse saída para comprar algo. 
Quando prepara para sair da confeitaria esbarra em Antonieta com suas compras e querendo abrir a sombrinha para ir para casa.

_Oi, boa tarde, diz ele sorrindo. Que coincidência encontrarmo-nos aqui. Vamos juntos sob o meu guarda-chuva. –convida o homem com sorriso radiante.
_Oi, que bom encontrá-lo. – devolve a mulher também com sorriso luminoso.
Caminharam em silêncio e quando chegam na portaria de casa dizem ao mesmo tempo: _Não gostaria de entrar?
Diante da coincidência caem numa alegre gargalhada.
_Vamos para o meu apartamento porque o meu lanche já está pronto. – diz ele rapidamente.
_Perfeito, porque o meu está aqui nas bolsas para ser arrumado. – diz ela feliz.
Ele abre a porta e pela primeira vez Antonieta vê o interior do apartamento de frente ao seu e passa a conhecer um pouco do vizinho misterioso. Com design parecido com o seu e mesmo tamanho, ela sabe por onde ir para chegar à cozinha. Chegando lá coloca suas coisas sobre o grande e luxuoso balcão.
_Gostaria de ir ao lavabo. – diz ela sorrindo.
_Fique à vontade enquanto termino de arrumar as coisas. –diz Henrique com galanteria.
Ao sair, Antonieta mais tranqüila vai direto a cozinha sentindo o cheiro do café que está sendo passado. 
Ele a acolhe gentilmente e puxa a cadeira para ela sentar.
_Vamos de qual bebida? – pergunta ele.
_Hummm esse vinho me parece ideal para essa tarde fria e chuvosa. – diz Antonieta.
E enquanto comem conversam sobre tudo que nunca falaram e ao final já eram íntimos como nunca foram com ninguém. Hoje habitam um apartamento maior e mais próximo da empresa em que Antonieta trabalha, já que Henrique como escritor trabalha em qualquer lugar. O amor fluiu no FIM DO OUTONO.

Todos os direitos reservados ao autor
Regina Madeira – 15/06/2017 
12:13 h
"imagem do Google"

quarta-feira, 14 de junho de 2017

O PECADO DO OUTRO By* LiaBritto



O PECADO DO OUTRO (LiaBritto)

O pecado do outro é sempre maior! Meu colorido é forte, meu brilho ofusca os erros meus! Sou capaz de com muita inteligência um culpado descobrir... Sou bom nisso.
Olho o outro... Espio, guio meus pensamentos para os defeitos, erros e tentativas dos outros, que para mim são infundados... Infectados de valores bem diferentes dos meus!
O pecado do outro é nítido e explicito. Bem claro aos olhos e opiniões daqueles que seguem a se comparar, colocando-se sempre em primeiro lugar! Sou herói, sou campeão, melhor não há!
Como vamos ficando pequeninos diante do Pai, cada vez que afundo o outro que é tão diferente de mim!
Pensarão alguns...** PARA EU NAO SOU ASSIM** Achando esse pensar uma decepção. Seguem sendo os corretos, afinal o pecado do outro é exposto, palpável, quase concreto! O meu é invisível, pequenino e seleto!
Vamos lá... Atire a primeira pedra!
Garanto que nenhum músculo terá movimento nessa direção se consultar com verdade o seu coração!
Então...Vamos pegar essa energia de percepção dos erros alheios e utilizar como um radar, para nos guiar, em alinhamento com a lei maior que é :

AMAR AO OUTRO COMO AMAMOS A NÓS MESMOS!

Todos os direitos autorais- LiaBritto
https://www.facebook.com/liabrittonunes/?ref=page_internal&fref=nf

terça-feira, 13 de junho de 2017

Ao Poeta

Poeta, eu te suponho santo,
pois, se hoje há verso, já houve pranto.
Do pranto que dá medida à alegria,
pariu-se o verso da tua poesia.

Santo, eu te suponho poeta,
pois sua dor não é mais secreta.
Mesmo os versos de contemplação
foram embriões na dor e na paixão.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Não vá embora!

As gotas,
quando caem assim todas juntas,
causam um certo transe,
meio piegas.
Algo delas atravessa o teto, invadindo e ocupando tudo,
passando até por aquilo que chamam de alma.
Uma corrente de energia me percorre o
corpo,
por dentro e por fora.
Meus pulmões inflam...
o fluxo de ar neles aumenta.
Fecho os olhos e ouço a música.
Ela preenche tudo isso que está vazio.
Mas o ritmo diminui.
Ouço uma... outra...
elas se afastam.
- Não, não pare!
Abro a porta.
Ainda em tempo, corro para o céu aberto.
Levanto o rosto, fecho os olhos e deixo a boca semiaberta.
Ela é fresca, a gota.
Tão pequena!
Esvai-se em sua homeopatia.
Fecho os lábios e conquisto outra sobre eles.
Não vou abrir.
A gota passeia sobre meus lábios, roubando sua temperatura e evapora.
São pequenas as gotas agora...
Ah, tempo! Vá embora.

(Sandra Boveto)

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Humano e a sua rima com engano

Tempos confusos esses, desde que os humanos habitam o planeta. Confusos humanos, perdidos em sua existência inconsciente e inconsequente sobre um esférico presente.
Não, humano, esse presente não está embalado. Pare de rasgar e destruir o que você trata como embalagem, ou laços e fitas sem importância. Você não encontrará nada que valha tantas penas abaixo disso. Os detalhes colocados na superfície do presente não são apenas enfeites, e não são descartáveis. São elementos que integram o presente e sustentam sua vida, e deles fazem parte os outros mais de sete bilhões de detalhes humanos como você.
Talvez o que você não saiba, “homo sapiens”, é que sempre que uma vida, humana ou não, é desrespeitada, desvalorizada, rasgada e jogada no lixo, o presente torna-se menos presente nessa sua vida equivocada. Há menos presente e mais passado a cada pedaço de planeta rasgado, e sua vida está no presente... nesse presente.
Acorde, humano!
O seu engano? Você acha que o presente é todo seu!
De tanto querer tudo só para você, você tenta arrancar a quota que não lhe pertence da mão do outro a qualquer custo. Na sua mente egocêntrica, você acredita ser algo mais do que é qualquer outro humano a quem foi, precariamente, entregue esse presente, e furta-se às regras básicas de uso de um presente em comum: ética, empatia, respeito e responsabilidade.
Veja como seu espírito é ilógico e ignorante: você acredita que a embalagem do presente não tem valor, mas a embalagem da sua espécie tem. Acredita que a cor e a forma da sua própria casca, ou a embalagem que ela utiliza para usufruir o presente, são mais importantes que o seu conteúdo.
Imbecil que é, você rouba, mata e destrói cada pedacinho do seu presente para dominá-lo. Se você não acordar, sabe qual será seu futuro, humano? Será o de uma embalagem vazia e descartável dominando um pedaço de esfera arruinado, e apenas pelo breve tempo que a vida ou o resultado da sua ignorância permitirem.

(Sandra Boveto)


quarta-feira, 10 de maio de 2017

LEMBRE-SE...NADA NA VIDA ACONTECE POR ACASO...*BY:JULIA VIANA



LEMBRE-SE...NADA NA VIDA ACONTECE POR ACASO...
Entregar, Confiar, Aceitar e Agradecer...
Já pensou no verdadeiro significado desses quatros verbos?
Afinal, quantas coisas na vida acontecem independentemente
de nossa vontade?
Se deixarmos de correr atrás de uma resposta, para determinada
questão, conseguimos nos distanciar do problema e descobrir
uma saída....mas se não encontrarmos uma solução,vamos confiar!
As situações nas quais estamos envolvidos são resultados de nossas ações, pensamentos e atitudes...
Portanto, se agimos corretamente dentro dos valores de qualquer
forma de vida, só podemos acreditar que o melhor vai acontecer!
Crer é aceitar a realidade e entregar-se a Deus de forma sublime,
e agradecer por tudo que Ele nos oferta; pela vida e pelo dia de hoje!
Vamos sentir a Paz preenchendo nosso coração de gratidão!
À medida que começamos a viver, cada um desses quatros verbos
com intensidade, vamos percebendo que a vida segue em paz!
Que Deus esteja sempre com todos vocês...

BY:JULIA VIANA

Para falar de todas as Mães.... (homenagem) * By Arnaldo Leodegário Pereira




Para falar de todas as Mães.... (homenagem) ............................................................................................................................................ ............................................................................................................................................ ............................................................................................................................................ ............................................................................................................................................ ............................................................................................................................................ ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................Um minuto de silêncio e oração pelas Mães que já partiram dessa vida, e pela minha mãe que já se foi. Para não repetir o que os outros colegas estão escrevendo em homenagem às Mães. Parabéns a todas as Mães que nesse momento trabalham, lutam, amam, dedicam-se, sofrem e até dão a vida por seus filhos... Meus APLAUSOS e reverência!!! MÃE, resume-se na palavra AMOR!.. Este texto está registrado no Escritório de Direitos Atorais sob o nº 618-350 Livro1-186 Folha 234 Em14/10/2013 RJ. Arnaldo Leodegàrio Pereira

domingo, 30 de abril de 2017

Plena comunicação é ilusão *By - SANDRA BOVETO



Plena comunicação é ilusão

Acredito que a plena e autêntica comunicação por meio da linguagem verbal ainda é uma ilusão.
Essa capacidade que os seres humanos orgulham-se de ter, que os colocaria em posição superior aos demais seres perceptíveis do planeta, é realmente incrível e fantástica.
Incrível, pois não se pode crer nela realmente.
Fantástica, por tratar-se de uma fantasia.
A linguagem verbal é uma fantasia composta por signos, dotados de certa compreensão devido a convenções humanas. Mas essa compreensão é um tanto subjetiva, leva frequentemente a más interpretações e, muitas vezes, "dá em merda”. Ops! Sim, eu usei essa palavra. Com certa dificuldade, confesso. Por motivos um tanto "não vêm ao caso", tenho resistência, falta de hábito e de vontade de usar palavrões ou palavrinhas feias. Mas, veja só, “merda” é uma das raras palavras que não dão margem a interpretações muito divergentes. Seria, então, pertinente sujar um pouco o vocabulário para melhorar a comunicação? Talvez certas personalidades de destaque no cenário político/social tenham percebido isso há mais tempo e decidiram usar palavrões em situações um tanto impróprias... Ou talvez, por isso, temos visto "elos perdidos" circulando por aí, corroborando a Teoria Evolucionista, usando secreções e excrementos como argumentos... Mas esses seres pertencem a um período anterior ao uso dos signos linguísticos e não me parecem muito racionais ou capazes de manter uma argumentação... Portanto, volto atrás para seguramente desprezar a “m....”, com a conotação acima.
A fantasia da comunicação humana, especialmente a verbal, até poderia ser realidade. Por vezes, parece que é. Mas nós, seres humanos, temos um considerável grau de egocentrismo que nos impede de utilizar regularmente outros componentes essenciais à comunicação, que transcendem os signos e que realmente poderiam viabilizar a linguagem como algo real, a empatia, por exemplo.
Normalmente, os seres humanos estão com toda a sua peculiar racionalidade concentrada nos próprios interesses ou, ainda, não conseguem abandonar a lupa das emoções e ver uma “big picture” do tema; não tentam ir além de ideias preconcebidas; não chegam a perceber que sua visão e entendimento estão intrínseca e irremediavelmente viciados pela sua própria história e experiências; e viciados também pela necessidade de ser o fabuloso proprietário da verdade; de estar naquele suposto lado certo; viciados pelo fato de costumeiramente não admitir, quando na verdade deveria ser um hábito, utilizar diferentes perspectivas durante tentativas de comunicação.
A comunicação verbal (seja oral ou escrita) está comumente viciada, no mínimo, por uma simples questão de o interlocutor estar centrado demais nas próprias emoções e no que vai dizer em seguida, não atentando para os sinais sonoros ou visuais que sua audição ou visão estão recebendo e mandando para o cérebro. Não se trabalha dentro da mente as informações recebidas de forma isenta, pois isso demanda um exercício árduo, além do desprendimento do ego. Considerando nossa humana imperfeição, essa isenção pode apenas ser aperfeiçoada, mas nunca será perfeita.
Então, quem estaria em condições de se comunicar de verdade, com autenticidade? Como evitar batalhas, ainda que nas suas mais suaves expressões? Muito difícil não ser surpreendido, com uma indesejável frequência, pela frustração de um mal entendido.
A plena comunicação pela linguagem verbal é ilusão! Às vezes funciona e às vezes não.
Trata-se, portanto, de apenas mais uma teoria: a Teoria da Ficção da Possibilidade de Comunicação Verbal Plena entre Humanos. Mas é uma teoria cuja prática não pretendo abandonar.
E há um universo onde essa teoria pode ter um prazeroso êxito - o universo da ficção! Talvez, por mera congruência, uma teoria fictícia tenha uma probabilidade maior de funcionar na ficção do que na realidade.
De qualquer modo, é o que temos. Porém não é tudo o que temos.
Ter consciência sobre essa ilusão pode ser um meio de amenizar a nossa deficiência comunicativa. Lembrar-se do fato de que somos, em grande parte, a medida de nossos julgamentos sobre os outros e sobre o mundo pode levar-nos a outras virtudes humanas, supostamente adquiriras ao longo da nossa existência, mas esquecidas nos diálogos diários, tais como tolerância, paciência, respeito, empatia e boa vontade, ainda que essas virtudes se pratiquem pela simples esperança de reciprocidade no trato. Isso pode preencher as lacunas deixadas pelas tentativas de comunicação por signos linguísticos, num estágio ainda muito egocentrado da nossa evolução como seres em treinamento de vida em sociedade.
(Sandra Boveto)

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Estrelas no Céu By Liége Vaz






A noite está calma e o sino da felicidade toca um som sublime, quase angelical na varanda do terraço, embalado pela força do vento. Esse vem do mar, como brisa morna, trazendo frescor para um agradável momento, que se transforma numa imensa paz.

Uma alegria contagiante, com desejo de sonhar acordado, é impulsionada pelo cheiro do café que está sendo preparado na cozinha, que se mistura com o aroma do bolo de milho verde, já disposto à mesa do jantar.

Essa atmosfera registra certo encantamento e um silêncio se faz presente... Um clima de mistério começa a ser percebido pela alma sensível de quem observa, aguçando a sua imaginação...

As flores do jardim exalam seus perfumes sutilmente, enquanto majestosamente se deixam ser tocadas pelas ondulações da aragem... O gato malhado do vizinho preguiçosamente está deitado junto ao portão de entrada da casa, como se estivesse sentindo toda essa magia.

O céu está tomado por pontos brilhantes, que cintilam a luz do luar... O universo se mostra majestoso diante de tanta luminosidade, como se salpicado por purpurinas, dispersas no firmamento.

Nesse instante, o poeta, após abstrair todo essa propulsão de imagens; sons; cheiros e cores, sente que emerge do seu interior toda a sensibilidade poética. Então, se rende a poesia!

Calmamente, procura uma cadeira para sentar e, com caneta e papel em mãos, se entrega inteiro a sua arte, escrevendo um encantador poema...

As estrelas no céu continuam iluminando o espaço celeste, na sua infinita magnitude...

Imagem Google:

https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=309538

Diretos reservados Liége Vaz

sábado, 22 de abril de 2017

TEMOS MEDO DE QUE...???**By Julia Viana



TEMOS MEDO DE QUE...???
De não agradar aos outros, da falta de dinheiro, da violência,
de muita coisa...Em si, o medo não é um problema, e sim o 
medo paralisante, que não agrega nada na vida...

O medo constante não nos serve, e é esse que hoje nos domina,nos deixando estressados e estressantes com tanta violência que vemos! Não há como classificar o nível de pavor que alguns sentem diante de uma situação perturbadora, pois muitos dizem que o medo é uma bobagem, uma fantasia criada pela imaginação de quem o sente, porém todos já passamos por algum episódio perturbador que nos causou pânico...com certeza!!!

Afirma-se que o medo é o maior inimigo do homem...
ele está por trás do fracasso, da doença e das relações desagradáveis...Temos medo do passado, do futuro, da velhice, e da morte...O medo é um pensamento em nossa mente e temos medo dos nossos próprios pensamentos!

Temos medo de deixar passar o tempo e não nos ver nele...
Muitos de nós fugimos de nós mesmos...escondemos nossas perspectivas, nos calamos e embarcamos em devaneios solitários por medo, não somente do julgamento alheio, 
mas também de nós mesmos...

Assim, sozinhos ou acompanhados, parece que o medo está sempre a nos rondar, sempre nos colocando em estado de alerta e, enfim, roubando parte de uma felicidade tão almejada, tão desejada por todos nós...
Deixemos que a graça de Deus nos afaste dos medos doentios 
e restaure em nós o temor a Ele...
Que em tudo possamos ouvir a voz de Deus que diz: "Coragem!"....
Coragem para lutar contra o medo...

BY:JULIA VIANA
BEIJO AUGUSTO

Como eu aguento?
Essa pergunta me vem, às vezes…
fica incerto tempo
e desaparece.
Voltará?
Perguntas e vontades voltarão?
Ou viraram altocúmulos?
Estratos? Cirros talvez…
Quero nimbos,
seguidos de relâmpagos e chuva forte!

Não saber é o que não aguento.
É isso que eu não aguento: não saber!
O que, como, para onde…
qual é o rumo mesmo?
Nau sem norte… já disse isso?
Pois repito.
Gosto de repetir algumas coisas
para me convencer da resposta, essa que não sei
resposta errada
resposta certa
como qualquer resposta sempre foi: certa E errada
nunca uma única coisa
pois verdade é isso mesmo: quimera
pantera, fera, véspera do escarro
mas nunca companheira inseparável.

A verdade é qualquer coisa menos a realidade
é equação algébrica:
X – REALIDADE = VERDADE
Se a realidade for maior que qualquer coisa,
a verdade terá um formidável enterro

E é assim que eu aguento, sem aguentar de saudades
daquilo que eu sei que existe, mas não vejo
da verdade, às vezes, positiva
daquilo que me revelou,
nada mais revelando, além do beijo
do augusto anjo.