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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Estrelas no Céu By Liége Vaz






A noite está calma e o sino da felicidade toca um som sublime, quase angelical na varanda do terraço, embalado pela força do vento. Esse vem do mar, como brisa morna, trazendo frescor para um agradável momento, que se transforma numa imensa paz.

Uma alegria contagiante, com desejo de sonhar acordado, é impulsionada pelo cheiro do café que está sendo preparado na cozinha, que se mistura com o aroma do bolo de milho verde, já disposto à mesa do jantar.

Essa atmosfera registra certo encantamento e um silêncio se faz presente... Um clima de mistério começa a ser percebido pela alma sensível de quem observa, aguçando a sua imaginação...

As flores do jardim exalam seus perfumes sutilmente, enquanto majestosamente se deixam ser tocadas pelas ondulações da aragem... O gato malhado do vizinho preguiçosamente está deitado junto ao portão de entrada da casa, como se estivesse sentindo toda essa magia.

O céu está tomado por pontos brilhantes, que cintilam a luz do luar... O universo se mostra majestoso diante de tanta luminosidade, como se salpicado por purpurinas, dispersas no firmamento.

Nesse instante, o poeta, após abstrair todo essa propulsão de imagens; sons; cheiros e cores, sente que emerge do seu interior toda a sensibilidade poética. Então, se rende a poesia!

Calmamente, procura uma cadeira para sentar e, com caneta e papel em mãos, se entrega inteiro a sua arte, escrevendo um encantador poema...

As estrelas no céu continuam iluminando o espaço celeste, na sua infinita magnitude...

Imagem Google:

https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=309538

Diretos reservados Liége Vaz

sábado, 22 de abril de 2017

TEMOS MEDO DE QUE...???**By Julia Viana



TEMOS MEDO DE QUE...???
De não agradar aos outros, da falta de dinheiro, da violência,
de muita coisa...Em si, o medo não é um problema, e sim o 
medo paralisante, que não agrega nada na vida...

O medo constante não nos serve, e é esse que hoje nos domina,nos deixando estressados e estressantes com tanta violência que vemos! Não há como classificar o nível de pavor que alguns sentem diante de uma situação perturbadora, pois muitos dizem que o medo é uma bobagem, uma fantasia criada pela imaginação de quem o sente, porém todos já passamos por algum episódio perturbador que nos causou pânico...com certeza!!!

Afirma-se que o medo é o maior inimigo do homem...
ele está por trás do fracasso, da doença e das relações desagradáveis...Temos medo do passado, do futuro, da velhice, e da morte...O medo é um pensamento em nossa mente e temos medo dos nossos próprios pensamentos!

Temos medo de deixar passar o tempo e não nos ver nele...
Muitos de nós fugimos de nós mesmos...escondemos nossas perspectivas, nos calamos e embarcamos em devaneios solitários por medo, não somente do julgamento alheio, 
mas também de nós mesmos...

Assim, sozinhos ou acompanhados, parece que o medo está sempre a nos rondar, sempre nos colocando em estado de alerta e, enfim, roubando parte de uma felicidade tão almejada, tão desejada por todos nós...
Deixemos que a graça de Deus nos afaste dos medos doentios 
e restaure em nós o temor a Ele...
Que em tudo possamos ouvir a voz de Deus que diz: "Coragem!"....
Coragem para lutar contra o medo...

BY:JULIA VIANA
BEIJO AUGUSTO

Como eu aguento?
Essa pergunta me vem, às vezes…
fica incerto tempo
e desaparece.
Voltará?
Perguntas e vontades voltarão?
Ou viraram altocúmulos?
Estratos? Cirros talvez…
Quero nimbos,
seguidos de relâmpagos e chuva forte!

Não saber é o que não aguento.
É isso que eu não aguento: não saber!
O que, como, para onde…
qual é o rumo mesmo?
Nau sem norte… já disse isso?
Pois repito.
Gosto de repetir algumas coisas
para me convencer da resposta, essa que não sei
resposta errada
resposta certa
como qualquer resposta sempre foi: certa E errada
nunca uma única coisa
pois verdade é isso mesmo: quimera
pantera, fera, véspera do escarro
mas nunca companheira inseparável.

A verdade é qualquer coisa menos a realidade
é equação algébrica:
X – REALIDADE = VERDADE
Se a realidade for maior que qualquer coisa,
a verdade terá um formidável enterro

E é assim que eu aguento, sem aguentar de saudades
daquilo que eu sei que existe, mas não vejo
da verdade, às vezes, positiva
daquilo que me revelou,
nada mais revelando, além do beijo
do augusto anjo.

terça-feira, 18 de abril de 2017

A Espiritualidade na Vida do Homem By Liége Vaz




Desde os primórdios dos tempos o homem vem assumindo gradativamente comportamentos de premissas terrenas, cujo direcionamento lhe concede maiores prazeres materiais por suprimir da sua anatomia a espiritualidade, regando de atributos importantes o invólucro perecível carnal que o envolve.

Esse entendimento é proveniente dos resultados da formação de cada pessoa, consoante a transição do tempo entre a vida e a morte. Nesse interstício, há incessante busca por extremada apropriação de saberes centrados nas coisas viventes, como se nada mais restasse dessa breve passagem do meio existencial.

Como reflexão, ilustra-se o vigoroso discurso ateísta que nega a existência de Deus afirmando que tudo morre com o corpo, nada mais restando. Assim, não há um “Eu Espiritual Eterno”, muito menos a figura de um Criador de todas as coisas. Essa negação dar ao homem a condição de que os sentimentos são frutos da sua própria razão, e que a finitude da vida acontece com a morte do corpo físico.

Há também um outro grupo que, embora crédulos de uma vida eterna e se digam religiosos, assíduos frequentadores de templos de várias denominações, adotam práticas de apego as coisas materiais, mesmo afirmando acreditar na existência do corpo e do espírito.

Nesse contexto, agrupa-se uma seleta quantidade de pessoas que são impulsionadas por satisfações terrenas e que, nas suas mais resolutas inclinações, visam usufruir dos benefícios que vão se completando ou não como favorecimento dos seus prazeres, não importando se podem causar danos para terceiros, por condão de suas próprias atitudes.

É certo que tudo isso está acima de qualquer religião ou convicções religiosas. Isso porque o homem vem acelerando uma batalha contra ele mesmo, quando desconstrói a sua precípua qualidade de ser humano apartando-se da sabedoria que emana da espiritualidade, que conjugam corpo e alma.

A “ambição do ter” extirpa da essência humana o amor ao próximo e a generosidade fraternal para com todos os povos, não havendo respeito pela cor, raça, credo e opção sexual, uma prática corriqueira entre muitos. Isso é o que se assiste todos os dias nos noticiários no Brasil e no mundo, homens sem escrúpulos usurpando direitos alheios.

Como fato, cita-se como exemplo os muitos casos de corrupção que se avolumam pelo país, onde políticos e empresários, movidos por suas insaciáveis fomes por poder e riquezas, fraudaram dos cofres públicos bilhões de dólares, com reflexos e prejuízos incalculáveis diretos à todo o povo brasileiro. Isto posto, além das características criminosas, essas ações meramente pragmáticas torna-os desprovidos de qualquer conexão espiritual, estando em desequilíbrio com as energias supremas do universo.

Em suma, o desconhecimento da espiritualidade imprime no homem características individualistas que o torna vazio em seu interior, em virtude de incrementada nascente de sentimentos egocêntricos que marca a vida como vã e materialista.


Imagem do Google - https://www.ippb.org.br/textos/1461-espiritualidade-e-discernimento-na-lata
Direitos reservados Liége Vaz

domingo, 16 de abril de 2017

Sobre a Égide do Mal – EUA Abre Uma Nova Ordem Mundial By Liége Vaz





Ao som das muitas trombetas advindas das alucinações descontroladas dos discursos que são veiculados na mídia pelo empresário de New York Donald Trump, atual Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), assiste-se ao surgimento de uma Nova Ordem Mundial, que vem atrelada a uma desmedida fúria transloucada desse indivíduo poderoso que, ao invés de conduzir caminhos para soluções da PAZ MUNDIAL, abre espaço para a GUERRA e o fortalecimento das FORÇAS descontroladas do mal sobre a terra.

Para o mencionado “empresário” e Presidente, fruto dos seus delírios, a culpa de tudo é do seu antecessor Barack Obama que, ao invés de somente ter traçado rotas diplomáticas para conter o avanço bélico no mundo durante o seu governo, deveria ter atacado imediatamente regiões que estão violando acordos internacionais que proíbem o desenvolvimento de armamentos nucleares e químicas, cortando o mal pela raiz. Assim, OBAMA por não ter tomado medidas enérgicas para frear essas ações, crianças e adultos foram mortalmente atingidos pelo gás sarin, no início desse mês de abril, por ordem da torpe cabeça do presidente sírio, Bashar Al-Assad.

Diante desse fato, Sr. Trump autorizou um forte ataque unilateral a Síria, ao lançar 59 mísseis Tomahawk contra uma base aérea desse país, na noite de quinta-feira (6), como resposta ao uso de arma química, matando mais de 80 pessoas. Acredita-se que desses mais 60 eram civis, que morreram nessa ação militar.

Em seu discurso, para justificar a sua decisão, resta evidente, inicialmente, a necessidade de resguardar todos os países de possíveis ataques terroristas, mas em seguida afirmou que a retaliação se trata de um “interesse vital da segurança nacional dos EUA", pois ajuda a "prevenir e impedir o uso de armas químicas mortais".

Porém, Sr. Trump esquece que o seu país é o pai das armas nucleares e químicas de grande destruição em massa... Foram os  norte-americanos que ensinaram ao mundo todo o poder letal das famigeradas formas de matar pessoas com crueldade e, muitas vezes, com grande agruras.

Exemplificam-se as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, especificamente no ano de 1945, por autorização do então Presidente Truman, para forçar rendição do Japão, que matou milhares de civis. Também que foram os EUA que testaram, em 1972, sobre ordem do então Presidente Nixon, após extensos bombardeios ao Laos e ao Camboja, com o início de uma das fases da guerra do Vietnã, a utilização de armas químicas, como o Fósforo Branco e o Agente Laranja, que igualmente vitimou milhares de civis, não esquecendo as bombas incendiárias.

Agora, estamos diante de uma nova arma que faz parte do arsenal dos Estados Unidos, e os seus efeitos só perdem para a bomba nuclear. Seu nome oficial é GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast, que vem com a sigla em inglês, MOAB, que quer dizer "Mother of all Bombs", ou seja, "a mãe de todas as bombas". Essa bomba foi lançada na quinta-feira (13), por militares dos EUA numa operação de combate contra o Estado Islâmico(EI) no Afeganistão, com fins de destruir túneis de proteção das forças inimigas.

Nesse sentido, a estrada tortuosa traçada pelo Sr. Trump está por se cumprir, assim como seus textos desconexos e truculentos em sua página social. Ele atua como um gestor que reage por impulsos sentimentais e pessoais, sem uma preocupação maior com as vítimas civis e os próprios soldados norte-americanos (patriotas), que vão desembarcar numa nova guerra, trazendo mais baixas de veteranos para seu próprio país, a exemplo do Guerra da Coreia (1950-1953), Vietnã (1955-1976), Guerra do Golfo (1990-1991), Invasão do Afeganistão (2001-2003) e Guerra do Iraque (2003-2006).

Tudo isso está a fundir-se numa retrospectiva que se entremeia com a hedionda Guerra Fria (1945-1989), pós Segunda Guerra Mundial... Onde declarações veladas, e por vezes calorosas, ocuparam espaços vitais no planeta. Numa constante verticalidade que assusta toda a humanidade. 

De outra forma, a presença observadora da Rússia vem se mostrando diplomática e inquietante, mas sabe-se das suas pretensões de alerta geral. O Presidente Vladimir Putin tem uma forma estratégica e mandatória de tratar a questão do seu aliado Bashar Al-Assad. Assim, declarou rompido acordo com o governo norte-americano, numa demonstração de insatisfação pelo ataque ao soberano Estado Sírio. 

Também, nessa nova Ordem Mundial celerada, aparece a Coreia do Norte com seu jovem ditador Kim Jong-Un, que desafia as ações do novo presidente norte-americano, enviando recados de aniquilamento dos EUA com o uso de bombas nucleares, caso seu país seja agredido pelas forças norte-americanas.

Tudo isso é muito grave! 

Um homem sozinho, que acabou de assumir a presidência dos Estados Unidos da América, está provocando o início de uma catástrofe que pode tomar proporções avassaladoras. Quando, com o poder que possui de superpotência mundial, poderia tentar soluções mais pacíficas e com rotas contrárias à devastação planetária.

Contudo, apesar de todo esse foco de invasões e lançamentos de bombas e mísseis, o número de refugiados está aumentando e o desemprego nos Estados Unidos muito distante do desejado, para os anseios do povo norte-americano. No entanto, foram essas umas das principais plataformas da campanha presidencial de Donald Trump, no objetivo de conter a imigração de refugiados e aumentar os empregos, além de medidas contra imigrantes estrangeiros ilegais, com ênfase para os latinos e povos do oriente médio.

Mas nada parece definitivo! Somente a vontade de transformar a nação norte-americana na mais poderosa e bem armada do mundo.

Por fim, nesse domingo de Páscoa em que os cristãos comemoram a RESSURREIÇÃO de Cristo, estamos diante de um prelúdio real de mortes e sofrimentos se aproximando, rastejando assustadora por vastas trilhas de grande escuridão, em especial recaindo sobre o Oriente Médio e a Ásia. 

Porém, diante da misericórdia de Deus, Alá, Jeová, Buda, Vishnu, Oxalá, roga-se pela PAZ MUNDIAL... Numa referência ecumênica as religiões que cultuam o AMOR e a FRATERNIDADE.

Mas será que esse é o começo do Apocalipse? Cabe a reflexão!

Imagem do Google
Diretos Reservados Liége Vaz

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Calças rasgadas*By Moacir Luis Araldi


Bateram à porta dos anos oitenta ainda adolescentes. Cabelos estranhos, desejos na mala e bolso vazio. Começavam a entender certas rebeldias, costumes e hábitos desta década que para alguns foi perdida, para outros, muito marcante. Traziam na bagagem uma vontade enorme de matar as curiosidades e a fome.
Juntaram-se a outros tantos jovens nos primeiros movimentos pela democracia. Orgulhosamente, de cara pintada, foram ás ruas pedir eleições livres.
Nas noites que passavam na danceteria Cacimba night Club, bebiam cuba libre e gim soda ouvindo Blitz, Cazuza, RPM e tantos outros imortalizados.
Motivado por esta vertente de ouro da música nacional o Brasil marcava época com o primeiro Rock in Rio.
No cenário internacional o mundo conhecia a força musical de Bom Jovi, U2, Pet Shop Boys. Thriller tocava em todos os cantos do planeta. Madonna se tornava unanimidade.
Anos romanticamente alvissareiros em que a Columbia impressionava a todos em seu primeiro voo. A Argentina tentava defender as Ilhas Malvinas, Itaipu finalmente começava a produzir enquanto o muro de Berlim caía, pela paz. Chaves estreava no Brasil e E.T. ganhava as telas de todos os quadrantes. Junto com a esperança de um novo milagre econômico nascia o primeiro bebê de proveta brasileiro.
Foram anos românticos e rebeldes. Talvez só comparado a intensidade da então geração paz e amor.
Sou saudosista deste romantismo marcante. Dos cabelos volumosamente longos, dos amores e roupas coloridas. Época da rebeldia e das calças, propositadamente, rasgadas usadas com os All Star inesquecíveis.
Década em que se voltava para o futuro curtindo nove semanas e meia de amor sem esquecer que sempre haveria um tira da pesada nas ruas de fogo.
Tempos de quebrar regras, inovar, lutar pelo novo, mas mantendo sempre a doçura e a ternura tão própria de uma geração que foi à guerra lutar pela paz.




(Moacir Luís Araldi)

terça-feira, 11 de abril de 2017

CALVÁRIO.... Uma Sexta Feira Santa... By Arnaldo Leodegário Pereira



CALVÁRIO.... Uma Sexta Feira Santa...

O sol, naquele dia tinha um brilho estranho, um triste lamento por Ele que foi crucificado, e inocente pagou pela culpa de toda humanidade. Eu olhava aquele pôr de sol, alguma coisa na minha alma era triste, parecia que aquele sol estava a me chamar ou talvez me acusar... Em uma avenida, Av. Zelina. O ano era 1974. Em algum ponto daquele lugar, eu só olhava, e aquele sol me chamava ou acusava... Às 17: hs, um dourado intenso, aquele céu parecia dizer-me algo que nem eu sabia o quê, porém só minh’alma entendia a razão. Sexta Feira Santa, como Santo era aquele inocente que teve seu corpo pregado no madeiro, cruz fria, pesada, ardente... Estendia à humanidade um lamento, grito de socorro e clemência... Aquela sensação, misto, estranho de que aquele sol ligava-me àquela cruz, eu podia ouvir-lhe os gemidos... Pedindo para ser socorrido por aquela multidão onde misturavam-se gemidos de dor, revolta, angústia, sentimentos de compaixão. Porém, eles sentiam-se pequenos, impotentes perante o poder dos Imperadores, cruéis que sentiam se ameaçados pelo seu poder inocente, más divino. Parecia-me, sentir na carne o cravejar daqueles pregos, sentir na alma o ranger de dentes de uma galera enfurecida... Outros, compadeciam-se. Parei em algum canto da avenida, não me lembro onde... Queria ir para algum lugar... Meditar, refletir,... Parecia que o brilhar daquele sol queria me invadir, sufocar,... Estendia-me um “dedo”, apontando, dizendo alguma coisa... Ir a uma igreja? Um templo? Uma sinagoga? Uma mesquita?... Talvez... Ir para um rio ou um bosque! Será que Ele, nesse instante crucial, em algum destes recintos estaria? Ao fechar os olhos e olhar para dentro de minh’alma, sentir que estava sendo também crucificado, ouvia o choro daquela mulher. Seria ela Maria, minha/sua Mãe? Bernadete, minha esposa/mãe? Talvez?... E a ajuda de Simão, o Cirineu? Amenizou? Maria chorou por nós? Por quem, Maria, minha/nossa Mãe/mulher chorou? ... Ele, abandonado, sacrificado na cruz agonizou. Sentia-me culpado, por ele na cruz pregado!... E, amargurado sentia o peso do fardo,... A luz daquele sol me acusava, condenava, absolvia?,... Pois, sem culpa eu estaria? Era como uma absolvição, ou uma condenação por uma culpa ou inocência que eu não teria! Aquele sol se pôs dizendo-me ore!, Reze, chore! Para lavar alguma culpa, sua ou da humanidade, que não sei por quê naquela tarde veio bater-me à porta ou à face. Aquela Sexta Feira Santa passou, a noite trouxe um alento, pois o dia foi de tormento. Para nós... Passou!... Em meu repouso, minha alma aplacou. A culpa?... Essa não passou... Calvário de um dia que o tempo, em 12 ou 24 horas, naquela tarde, o pôr do sol, a agonia de uma alma, que não sei se minha ou de Jesus, selou. Há dois mil anos, Será que cada um que ali estava seria culpado? Judas, Pedro? João? Que rosto ou nome terá o culpado? Quem será o mais culpado? A humanidade traz essa culpa! Terá essa culpa remissão dos seus/nossos pecados? Seria aquele sol para remir ou iluminar, apontar nossa culpa? Por quê o sol, que iluminava uma Sexta Feira Santa trazia uma mensagem ou ditava uma justa sentença? Judas seria eu, ou nós? Quem pagará?... Este texto faz parte da Antologia de poesias e prosa “ALÉM DO OLHAR”, 1ª edição 2013. Pgs de 55 a 57. Editora Sucesso/Celeiro de Escritores. S Paulo SP. Arnaldo Leodegário Pereira