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domingo, 10 de dezembro de 2017

CRÍTICA LITERÁRIA POETISA E ESCRITORA Sonia Gonçalves COMENTA O AFORISMO 454 /**QUANDO O MORTO FALA POR SI**


Muito lindo seu texto Manoel Ferreira Neto, abriu o coração expôs o seu modo literal de pensar. Acho que, sei lá, tá tudo meio esquisito mesmo, meu amigo poeta, penso cá na minha ingenuidade poética que quem gosta de te ler vai sempre gostar e não enjoa; eu leio e releio textos que gosto muitas vezes. A linguagem já está mais do que batida esse tema. Aliás falando em tema, pode parar viu? Por que falando tanto em morte, lápide, epígrafe e tal? Ainda tem muito o que viver Manu...Vamos alegrar Beijos querido...Bjos pra Graça... <3
Sonia Gonçalves
Bom dia, Soninha Son. João Ubaldo Ribeiro dissera o escritor que não é polêmico é imbecil. Para mim, o escritor quem não rasga o verbo de seu pensamento, o que ele pensa com todas as letras, como espera contribuir com o despertar da vida, mostrar as pessoas que elas podem ser elas mesmas, podem realizar os seus desejos? Muchas gracias, querida amiga nossa, por seu carinho e reconhecimento. Deixe comigo: vou parar de falar na morte, quero viver muito ainda para superar o escritor que mais escreveu no mundo, Santo Agostinho. Hei-de ser o segundo que mais escreveu na vida, assim tenho de viver muito ainda. Beijos nossos!

Manoel Ferreira Neto

#AFORISMO 454/QUANDO O MORTO FALA POR SI#
GRAÇA FONTIS: TÍTULO/ESCULTURA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO
EPÍGRAFE:
"Raras são as pessoas portadores de um pensamento consciente, vivo."(Manoel Ferreira Neto)
Dizendo que raras são as pessoas portadoras de um pensamento consciente, vivo, pensa-se, com efeito, o desejo é de achincalhar os valores de nossa contemporaneidade, de nosso quotidiano, mas nunca que se tem outros objetivos bem mais sérios que apenas uma afirmação neste nível, embora seja bem explícito que assim o penso, seja uma incólume verdade.
Raras são as pessoas portadoras de um pensamento consciente, vivo.
Não tê-lo não é solo, leitmotif para sentr-se inferior, negligenciado, subestimado, achincalhado, vexar-se, sentir vergonha: o aconselhável e a atitude ipsis verbis suprema e divina é silenciar-se, nada dizer do que pensa e sente. Alguns diante do que pensam e sentem, viram as costas, res-ponder seria o mesmo que assumirem o mesmo nível; quanto a mim, em certas circunstâncias, não descendo em nível delas, mas dizendo-lhes de modo que jamais terão a contra-resposta: levar-me-á ou levará o sapo seco para a sepultura. Ai, isto me dá um prazer que a eternidade jamais sentirá o nível deste prazer que sinto.
Poder-se-á replicar que em tudo isto não existe idéia, nenhuma novidade. Tenho muito poucas mesmo, idéia e novidade, e creio que isto é o pecado original mais puro, o pecado, que alguns supõem terem se anunciado no pretérito das pulgas, antes do rio assim se chamar, na sua fonte mesma. Disse-o antes que não tenho uma novidade, a minha é feita de caminhar. Replico, pela última vez, não me lembra de haver tido a primeira; não irei repetir, é algo de que sinto sérias ojerizas.
Contudo, que há nisto uma grande massa de idéias, e nova, isto é, existem nestas palavras escritas no túmulo inúmeras idéias novas, muitos desejos e vontade de mais vida ainda, há sim, pois que sou eu quem o faz, não houve outro senão eu próprio. Mas, como já era esperado, exprimo-as com grosseria. Não há motivos de agressividade, mas me exprimo deste modo e estilo, e ainda me rejubilo de prazer e contentamento. Disseram-me que escrever só coisas lindas e doces acaba por enjoar os ouvintes, leitores, o que concordei. Havia coerência. Não sou um pequeno sujo que come chocolates de modo compulsivo. Aí, então, sendo autêntico, assumi a agressão. Comigo não há outro caminho senão os extremos, os paradoxos. Encontrei agora o meio-termo que tanto as pessoas e íntimos reclamavam de mim.
A exposição é mesquinha, frouxa, superficial e de nível ainda inferior à minha idade. Faz vinte anos cometi o disparate de aumentá-la dois anos. Os amigos descobriram a mentira, censurando-me por atitude tão medíocre. Por que aumentar a idade?! Sem sentido. Talvez não tivesse. Acredito. Pensava comigo que, aumentando a idade, iria mostrar maior experiência e sabedoria. E, agora, esta exposição dos primeiros dias de falecido é de nível inferior à minha idade. Adquiri muitas experiências com as situações e circunstâncias da vida.
É por um destes impulsos a que se procura em vão resistir, que se entrega fácil a hesitações tantas, que me ponho a escrever estas poucas linhas, quem quiser que compreenda e entenda mesmo que à moda das orelhas pontiagudas, tenho pouco tempo, antes que o primeiro verme venha roer as frias carnes do meu cadáver. É tudo, em mim e à volta de mim, tão estranho e obscuro!... No entanto, mesmo que vivesse ainda por uns quarenta anos, juro que não assumiria de novo tal encargo em relação a qualquer outro período da existência. Deixo a liberdade de um posicionamento próprio, mas é necessário estar ignobilmente enamorado de si mesmo para que seja possível a alguém escrever a autobiografia pós mortem, em poucas palavras, sem me envergonhar.
Se é que me envergonharia de algo escrito, com certeza tenho uma idéia de quando: com uma linguagem bem vulgar e chinfrim, já que posso espremer os miolos, criando coisas de alto nível, com uma linguagem de causar inveja a muitos. Sentir-me-ia escrevendo um diário muito peculiar a adolescentes, a adolescentes que descobriram a primeira paixão.
Vale a verdade que não tenho em mira o aplauso dos vivos, dos que estão ainda sensibilizados com a minha morte. A questão é tão antiga que nenhum ouvido é capaz de captar com clareza e senso de julgamento. Ouviu-se ser falado em todas as rodas isto e aquilo, em todos os lugares, aí são os tratamentos mais delicados possíveis. Almejam com certeza algum comentário dos futuros biógrafos, especialistas. O biógrafo e o especialista esquecem-se de dizer com todas as letras e estilos possíveis que seu empreendimento não teve outro sentido senão figurar no pretérito das pulgas. Mas com certeza estes homens não vão figurar junto comigo. Não cito os nomes, mas denuncio as falcatruas e interesses mesquinhos.
"Considero uma vilania expor no mercado literário os sentimentos íntimos de um morto...”
(**RIO DE JANEIRO**, 09 DE DEZEMBRO DE 2017)





sábado, 2 de dezembro de 2017





RUN Eni RUUUUNNNNNNNN

Sexta feira, 4 da tarde, fim de expediente, e ela olha pro visor do telefone na sua mesa. Exatamente 100 ligações atendidas, em 8 horas ela falou com 100 pessoas , fora as internas, isso já passava de insano.Sua mente entrando em shut down , seu corpo perfeito modelo pro Walking Dead.

Quando saiu tinha um vento frio,respirou fundo, aquela sensação gelada por dentro funcionou mais que qualquer energético, conseguiu rir das folhas no chão fazendo círculos, parecia que tinham libertado os 101 Dálmatas e eles brincavam. Se deu conta que não precisava mais correr pra casa, aquele desespero de estar sempre correndo tinha consumido a si mesmo.

Tem lugares no mundo que Dezembro fica especial, se sente em cada calçada, praça,vitrine, bar,pessoas, e ela estava exatamente num desses lugares. Pra que ter pressa??Caminhou em sentido oposto ao de casa, entrava nas lojas pra ouvir a trilha sonora, realmente gostava dos "classicos",tentava imaginar como seria o designer que projetava aquela decoração, no que pensava alem de marketing, teria algum sonho dele ali? Alguma saudade? Esperança?

Não contem pra ninguém, mas qualquer lugar comercial que ela entre e esteja vazio, começa a ficar cheio minutos depois, como se ela tivesse um ima pra atrair clientes(isso já foi testado centenas de vezes),ai ela saia, gente falando alto,tumulto hoje seria demais.

Parou em frente a um bar,estilo rustico,com uma enorme janela pra rua, uma parede de tijolinho vermelho e entre eles desenhando um labirinto o pisca pisca de natal, sem piscar,( se piscasse o tempo todo ela corria o risco de ter um ataque epilético) apenas iluminado os caminhos, sera que tinha saída naquele labirinto?

Quando entrou estava vazio, ainda era cedo. Sentou na mesa ao lado da janela,uma moça sorridente se aproximou, se apresentou( eles sempre fazem isso por estas bandas, dizem o nome sorrindo e o que fazem,fica menos impessoal),deixou o menu e saiu. Ela desligou o celular, se o mundo fosse acabar ela estaria completamente inocente nisso rsrs.

Não cafe, seria o milésimo,não vinho, talvez não conseguisse parar, pediu um Moscou mule, tinha provado uma vez, e era delicioso, a maneira como era servido numa caneca de cobre tinha tudo a ver com o lugar e o momento.

Ha o silencio, o drink, a musica, blues ,a janela que deixava ver o vento....paraíso existia..... por exatos ou quase 10 minutos.

Tem coisas que so acontecem em certos lugares e ela estava num desses lugares onde absolutamente tudo pode acontecer da maneira mais natural possível....e acontece.

Distraída olhando a rua e o vento e o que ele fazia com as pessoas "desesperadas" que cruzavam com ele levou um tempo pra perceber alguém parado em frente a ela.

Com a ponta dos dedos esse alguém deslizou uma moeda pela mesa, e sem cerimonia perguntou com um sorriso: Um filme, uma cena e porque o primeiro que voce pensar......por favor!

Esse "por favor" foi o necessário pra desfazer o olhar assassino que apareceu no rosto dela.

Quanto tempo leva o celebro pra formar um pensamento, uma imagem, muitas imagens ao mesmo tempo e o sentimento que elas criam/criaram???

Forrest Gump. O momento que ele recebe um tênis da Jenny pelo correio.

Coloca nos pes e sai correndo...ate o final da rua...avenida....cidade....estado....um depois do outro......sem se importar com o mundo em volta, com o que deduziram, imaginaram o porque dele correr e então ele para, e volta...... caminhando, sem pressa.....em paz com ele.

Porque me fez acreditar que é possível encontrar sua própria paz.

Em nenhum momento olhou nos olhos do outro lado, so respondia olhando o labirinto desenhado na parede do lado oposto..... sera que tinha saída???

Quanto tempo levou isso???

Desviou o olhar pra um grupo de mulheres que estava entrando, umas 8 , rindo, falando alto, tipico de um bando de mulheres juntas numa sexta feira rsrs, happy hour começava , ima ativado.

Ouviu um toc-toc-toc na janela, do lado de fora um sorriso a recebeu, e com sinais apontava pra mesa.

Debaixo da moeda um cartão , momento exato que ela definitivamente levanta uma das sobrancelhas.....deduzir o que ela esta pensando nesse momento e deveras arriscado.

Do lado de fora outro sorriso, nossa, fazia seculos que não via um sorriso assim....natural, verdadeiro......simples.

Um bye bye que foi respondido com um movimento de cabeça e o vazio enchendo rapidamente...... do bar, a principio .

Hora de fechar a conta...seja ela qual for.

Pegou o cartão sem olhar e colocou no bolso do casado, ficou olhando a moeda, não era dali....era de outro lugar e antiga. Como adivinhou que ela tinha um caixinha com moedas de vários países.

Ao sair entrou no mundo de novo, o vento agora fazia das folhas pirilampos coloridos no ar, já estava escurecendo e um mais profundo respirar gelado estranhamente aquecia o sangue nas veias.

Existe lugares que tudo pode acontecer...e ela estava num deles e so então percebeu que tinha recebido seu "par de tênis" e já não mais corria, voltava caminhando.

Run Eni Ruuuunnnnnnnn
02 Dez 18

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Maria Moderna * By Rogério de Moura


Maria Moderna



Maria moderna é uma ex-mulher.
Quebra a perna, mas não sai do salto.
Politicamente correta, discreta, a melhor.
Às vezes fuma, às vezes bebe, às vezes toma fluoxetina...
Percorre grandes distâncias em pequenos atos.
La vai a Maria ansiosa fazendo fumaça.
No caminho faz seus ritos.
Vai Maria, vai depressa!
És Maria dos Aflitos?

Maria moderna é uma ex-amiga.
Trabalha muito, é auto-suficiente,
Solicitada sempre às pressas não se junta e nem se espalha.
Saiu da roça, saiu do tanque, saiu de casa e,
Está no grupo dos iguais, não se atrapalha.
Num meio tão seleto só tem dez iguais.
Cuidado Maria, olhe a vaidade, vais perder a identidade...
Não és mais a Julieta, és Maria Antonieta?

Maria moderna é uma ex-filha.
O pai partiu, a mãe morreu, os irmãos sumiram, o marido escafedeu-se,
Os filhos vão e vêm, amigos, às vezes, têm...
A Maria articulada não está com a família,
A Maria sem estada, a Maria fugidia.
É Maria Imaculada?

Maria moderna tanto-fez-tanto-faz,
Sempre lá, às vezes cá, no canto, a sós.
A Maria tem seus nós,
E não pode sentir dor,
É Maria sem amor...
Seu destino é o vibrador?
Mas a Maria merece amar,
Homem, senhor, rapaz,
Ou mesmo a Maria José,
E tome mais este dilema:
De Sapho a Maria Madalena.

Maria moderna a independente,
Fez in vitro até gente,
Arranjou outra parente,
A Maria da faxina,
Que na falta não faz falta,
E lá vai a Maria empresariamente moderna, e Maria:
Lava roupa, faz comida, troca o carro, paga conta,
Saca dinheiro, lava quintal, lava cachorro, arruma cozinha,
Troca roupas, troca fraldas,
Troca de trabalho, troca fraldas,
Troca as crianças na escola, troca fraldas,
Esquece o filho no carro, troca fraldas,
Troca lâmpadas, troca fraldas...
“Mããiiiêê! O bebê tá acendendo!”
Ufa! Que estressante!

Como cabe tanta Maria numa só...
E ainda tem mais Marias: a da Concepción, a das Graças, a Auxiliadora, a de Lourdes, a Encarnación, a do Céu, a das Dores, a de Jesus, a do Socorro, a da Misericórdia, a do português da padaria...
A Pietá!
E a Maria Moderna... onde está?

Rogério de Moura

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

POÉTICO *By Carlos René Oliveira


Imagem: Compartilhada de Amarisso New York

POÉTICO

Wellington D'Alessandro Filho, Escritor de livros de mistério, espionagem e ficção científica alcançou considerável reconhecimento do público e da crítica com quatro livros publicados em edições na Inglaterra e posteriormente no Brasil. Brasileiro, que adotou pseudônimo para todas as edições. Um de seus livros sobre a Inteligência Artificial alcançou grande sucesso.

Ele decidiu ingressar no mundo poético, fez estudos, e para tanto criou, uma página no Facebook com o seu verdadeiro nome sem qualquer adjetivo em acréscimo, e começou a publicar poemas razoáveis e bons. Na Apresentação: Poeta. Tinha também com o seu ingresso nesta Arte um outro objetivo que não apenas o diletantismo ou vaidade.

Ele era cuidadoso nas imagens em suas publicações, muito bem tratadas e adequadas aos textos, usando a sua experiência de Publicitário e Artista Plástico.

Página aberta, publicou diversas vezes para o público em Geral e se esmerou, nos títulos, nas primeiras palavras que iriam circular como notificações. Exemplo: " O Amor na Ilha da Agonia", onde estaria contida toda a força de chamada.

Sementes bem lançadas, surgiram interessadas em conhecer o novo Poeta, normalmente mulheres apreciadoras do romantismo, a se verem nos escritos, a receber uma atenção mesmo que longínqua.

Definidos os princípios de sua publicação, esmerou-se D'Alessandro no tratamento respeitoso e cortês. Ele publicava também músicas de Roberto Carlos, por ser o Artista aquele que mais valorizou a mulher em toda a sua carreira.

Textos pequenos de interesse geral, algumas abordagens leves de comportamento, moda, etiqueta, culinária e muitas imagens de animais, cidades, turismo, artesanato, conhecimentos adquiridos nos seus Ofícios.

Junto a ele foram para a sua página quatro profissionais da sua Agência, que representaram o seu Staff, e outras pessoas do mundo da Internet, sem vinculação direta com a Poesia.

E até se surpreendeu com o bom desenvolvimento e aceitação da página.
Minucioso, examinava cuidadosamente todos os comentários que chegavam, as curtidas e tratava com atenção os comentários, sempre personalizadamente.

Examinava as miniaturas das fotografias, ia às páginas e as vasculhava sob o aspecto da intelectualidade e dos sentimentos de quem comentava.

Quando aquelas Leitoras ou Leitores voltassem aos box de comentários de outras publicações, ele tinha dados para uma maior atenção. As páginas que visitava em pesquisas eram quase sempre abertas, ia aos amigos e tudo anotava.

Um novo Poeta na Praça chegou ao conhecimento de uma inteligente, ótima Poetisa, bela e excelente estrategista - Sonia Gonçalves - à procura de novos nomes a trazer a lume no seu Grupo.

Os dois executaram um bailado e, convidado, Wellington D'Alessandro Filho, acolheu e passou a colaborar no relevante Grupo brasileiro e também no Blog, neste ingressando ainda em temas de mistério e psicologia.

Artista novato, por duas vezes na semana, comentava também as publicações de outros Poetas, abrindo um leque de mais alegria, comunicação e aperfeiçoamento.

A Poetisa Líder participava ativamente destas Rodadas, consideradas Saraus pinga-fogo. Ele estava fazendo amigos.

Ele observou que Luna Kássia, uma linda mulher inteligente de forte presença, o acompanhara ou no Grupo Poético já se encontrava. E o que mais o encantava era a sua inteligência. Igualmente Poetisa.

Aquele tipo de mulher que brilha numa conversação, ingressando num ambiente como uma Modelo do Campo, pela refinada simplicidade. Mulher que em silêncio fala com os olhos, os sorrisos, os gestos delicados. Tudo que um homem ajuizado gostaria de ter ao seu lado.

D' Alessandro um expert em expressões e identificação facial, foi se aprofundando na analise de Luna. Sua localização atual era uma ilha grega e a nacionalidade, Portuguesa.

E neste trabalho foi se encantando, se enamorando por aquela mulher . E, como sempre ocorre no mundo da Poesia, foi dando a ela uma atenção especial, umas palavrinhas bem estudadas respondendo os seus comentários ou comentando as suas Poesias.
E com grande cuidado para não chamar a atenção.

Mas neste metiê todos são macacos velhos, onde o mais bobo sobe pau de sebo de costas.

Um Leitor e também Poeta, Paulo Lira, fino no trato, deu um toque em um comentário: - Poeta D'Alessandro, a Poetisa Luna está atrasada. Ela não é disto. O que terá ocorrido ?

Disfarçou D'Alessandro: - Realmente, Poeta Paulo Lira. E eu gosto tanto dos comentários dela. Também dos seus que são muito pertinentes e bons.

D' Alessandro começou a dedicar atenção a outras e outros. Disfarce ou boas intenções ?

Até que ele publicou um Poema que continha:

"... Gaivota, atravesse o Oceano.
Você é capaz e sabe, por instinto, a direção.
Deixe na janela do seu atual amor
uma cartinha explicando, por alto, o seu novo voo ..."

Desandaram as declarações de Amor de Luna, apaixonadas, fortes no Messenger, respondidas com afeto e entusiasmo; versos e bordados.
Amaram-se. Fizeram planos. D' Alessandro enviou fotografias da casa onde residiriam no Brasil, comodidades para uma eleita entre tantas. E Luna abriu a sua vida em detalhes para o seu apaixonado. E assim foi por um bom tempo.

D' Alessandro havia montado um esquema de apoio com duas publicitárias da Criação um de Atendimento e um Redator Especial da sua Agência que se filiaram ao Grupo e que já atuavam na sua página.
Além da Escritora Margarida de França, em de São Paulo, sua Amiga pessoal, forte presença no bater o martelo final.

Torcidas normais que podem ocorrer no Mundo da Poesia. Sendo indispensável a discrição e até algumas indagações de disfarce ao Poeta-Líder.

No final da tarde, em cafés, bistrôs a equipe de D'Alessandro estabelecia os rumos da Poesia e logo seus colegas cuidaram da contenção dos laços amorosos daquele que estava se perdendo.

Numa visita que fez D' Alessandro à página de Luna, verificou uma publicação com diversas fotografias de Luna e um senhor bem mais velho, aparência perfeita de milionário, ambos com roupas de banho, mergulho, chapéus num iate, em bares, lojas da moda. Abraços e beijos.


A alegria estampada por ambos parecia verdadeira e a localização, de fato, era no Mediterrâneo. Na única fotografia em que Luna estava sozinha, D' Alessandro fez um comentário delicado. Ela retirou dois dias após toda aquela publicação.

A partir deste dia ocorreu o inesperado. Luna desapareceu da sua página e do Grupo. Decorrido um razoável tempo, a Equipe de Apoio de D'Alessandro autorizou a publicação da análise da Letra de uma canção. Um teste fortíssimo:

" Olha
No brilho de uma estrela que já não existe
É lá que meu amor te vê e ainda insiste
Como se calculasse um mapa astral

Juro
Eu não te quero mais como eu queria
Se o coração me ouvisse não andava assim
Pisando em cacos de amor " Cacos de Amor"
Composição de Luisa Possi, que interpreta com sua Mãe Zizi Possi. ( Link e Letra no primeiro comentário)

Um sucesso na Página e no Grupo. Mas nenhum eco de Luna.

Todo Poeta tem um mote musical e D'Alessandro assumiu estes versos.
Sempre nos seus Poemas e Crônicas, que abordavam questões tristes, de solidão , ,eçamcolia, ao final ele apresentava uma Porta, uma Redenção da Dor.
Quase ninguém era responsável pela sua dor.

E com este estilo de reflexão e janela para o Sol obteve duas Distinções Poéticas em apenas nove meses. Tempos da ausência.

Vários meses após a separação, os sentimentos de amor não poderiam subsistir, pelo seu temperamento e dinâmica dos trabalhos da Publicidade, e da Poesia.

Prosseguiu no trabalho poético até de forma melhor, mais solta. A entusiamada participação da Poetisa Sonia Gonçalves prosseguiu, despertando os diversos Poetas a ver o coletivo da Poesia: abraçando, incentivando outros, em congraçamento.

Ela sentia que D'Alessandro, um Condor Andino, voava com uma asa ferida e redobrava-lhe a atenção com alegria, entusiasmo.

A Poesia ajudou em muito o trabalho de criação da Agência de Publicidade nos textos que se tornaram uma boa novidade no mercado.

Este sempre foi o objetivo especial que levou D'Alessandro a ingressar na Arte Poética. A perfeita compreensão da linguagem e dos anseios sentimentais do público.

Wellington D'Alessandro Filho já estava concluindo mais um livro de mistério. Trabalhando a plenos pulmões, contente, quando recebeu na sua página e com publicação no Grupo uma canção, acompanhada de umas poucas palavrinhas inocentes, publicada por Luna.

Outra Vez - interpretação de Gal Costa - Composição de Roberto Carlos, o Artista da estima D'Alessandro.

" Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi, dos amores que eu tive,
O mais complicado e o mais simples pra mim
Você foi o maior dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu ...
E é por essas e outras
Que a minha saudade faz lembrar
De tudo outra vez..."

Carlos René Oliveira. Brasília - Distrito Federal - Brasil, 10/11/2017.
Imagem: Compartilhada de Amarisso New York.

Outra Vez. O Link e a Letra também no Segundo comentário:https://www.youtube.com/watch?v=pKtnIqsGvTk

" Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi, dos amores que eu tive,
O mais complicado e o mais simples pra mim
Você foi o maior dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu ...
E é por essas e outras
Que a minha saudade faz lembrar
De tudo outra vez....
Você foi
A mentira sincera
Brincadeira mais séria que me aconteceu
Você foi
O caso mais antigo
O amor mais amigo que me apareceu
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez
Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade
Sem nada perder
Você foi
Toda a felicidade
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos que eu pude fazer
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
só assim sinto você bem perto de mim"

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

VOCÊ É MAIS UM

É interessante ver como as pessoas, no geral, assustam-se quando descobrem que alguém não sabe algo que elas sabem há anos. É como se olhassem para extraterrestres, que nunca estiveram no planeta Terra. O fato é: quanto mais velhos ficamos, maior é nossa obrigação de saber tudo, sobre tudo, perante os demais seres humanos. E não importa se eles não sabem tudo, sobre tudo. Você tem que saber!
Há pessoas com todo o tipo de conhecimento. Há aquelas que entendem tudo sobre fazer um bom churrasco. Algumas conhecem diferentes tipos de peixes e seu preparo culinário; outras sabem muito sobre política e os políticos; muitas, e muitas mesmo, falam sobre futebol, seus técnicos e jogadores; algumas discorrem com profundidade sobre os cortes de carne bovina; outras falam sobre espécies de flores e seus cuidados; e muitas sabem elaborar diferentes pratos. Algumas curiosas sabem muito sobre as famílias tradicionais das cidades onde moram, e suas evoluções patrimoniais; outras sabem tudo sobre a localização geográfica do comércio onde residem; outras tantas sabem as distâncias entre as cidades e as "melhores" rotas para chegar a elas. E vai embora, a coisa não para. Há muito conhecimento para ser sabido, muito mais do que gente para sabê-lo, mas as pessoas parecem não saber que sabem muito pouco (a repetição deste importante verbo foi intencional).

As pessoas que se assustam com a "ignorância" alheia não percebem que elas mesmas são ignorantes em dezenas, centenas, milhares ou milhões de informações do conhecimento humano.

Então, não se assuste com a "ignorância" alheia, pois você é também mais um dos "ignorantes" que revestem esse planeta.

sábado, 30 de setembro de 2017

{crônica//proposta} By Arnaldo Leodegário

Dia 31 de Março, Dia Internacional {da Consciência} da Mulher
{crônica//proposta} 
Porque o dia {da Consciência}? Espera-se 364 dias do ano, para se dizer que há um dia InteR-Nacional ... só da mulher. 
Comemora-se o Dia Internacional da Mulher, com muitas alusões, festejos, falácias,... mas, apesar de tudo isso, todas essas conquistas e avanços... Porém, ao depararmos com as noticias diárias, estatísticas oficiais, descobre-se com decepção, que Não há o que a Mulher comemorar no dia 08 de Março. ... Então, cria-se o termo FEMINICIDIO... Todo dia, é dia de ser Esposa. 
Todos os dias, ela cuida da casa. Todos os dias, ela não tem folga. Todo dia, é dia de ser Mulher, Mãe. Todos os dias, ela não tem tempo prá si Todos os dias, ela trabalha fora. Todos os dias, Além de trabalhar fora, ela trabalha em casa. Todos os dias, Por uma jornada dupla, ela ganha menos. Todos os dias, Além de menstruada, ela encara a vida. Todos os dias, A última palavra é a dela Todos os dias, ela se faz de forte. Todos os dias, ela é resignada. Todos os dias, ela é Submissa. Todos os dias, o homem assiste o futebol, e ela lava a louça. Todos os dias, ela lava e passa roupa. Todos os dias, ela faz a comida e serve à mesa. Todos os dias, ela leva os filhos à escola. Todos os dias, ela leva o filho doente ao médico. Todos os dias, ela vai ao supermercado, açougue e padaria. Todos os dias, ela cuida da economia do Lar. A Mulher tem menos o que comemorar, e mais o que se conscientizar. Todos os dias, o homem sai a beber com os amigos, e ela fica em casa com os filhos. Todos os dias, ela é assediada, moral, e ou sexualmente. Todos os dias, em algum lugar, uma mulher é espancada. Todos os dias, em (todos os lugares) milhares de Mulheres são espancadas. Todos os dias, elas sofrem violação dos seus direitos. Todos os dias, não reconhecem seu valor. Todos os dias, negam a elas seus Direitos. Todos os dias, elas são maltratadas pelos homens. Todos os dias, elas sofrem violência. Todos os dias, elas são violentadas. Todos os dias, a Mulher não tem como se defender. Todos os dias, a Mulher enfrenta adversidades. Todos os dias, ela não tem vez, Não tem voz. Todos os dias, a Mulher sofre calada Todos os dias, Mulheres são oprimidas. Todos os dias, a cada minuto, Uma Mulher é assassinada. Todos os dias, milhares de Mulheres são vitimas das guerras. Todos os dias, Mulheres são discriminadas. Todos os dias, as Mulheres são vítimas de Maus tratos. Todos os dias, a Mulher... é SERVA da sociedade... Apenas... A Mulher se conscientiza então, de quê, dia 08 de março, não é bem o dia dela. Porque, mesmo com todas as homenagens e comemorações desse dia,... passado isso, para elas, tudo continua como era antes...Uma clara evidência disso é que foi criado o termo FEMINICIDIO. Logo agora, que tanto se comemora e se alude ao Dia Internacional da Mulher. A Mulher tem mais a se conscientizar, e menos a comemorar. 

Arnaldo Leodegário Pereira
Texto protegido pela lei dos Direitos Autorais nº 9.610/1998. Campo Grande MS. 22 de Setembro de 2017. .... 







quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Não sabe de amor



Não sabe de amor, exceto se você já...
Ficou acordado a noite toda esperando um filho voltar da festa...
Adiou ou desistiu de um projeto pessoal para dar atenção aos seus pais, tios ou irmãos...
Sentiu a angústia intrínseca ao ouvir as histórias de um idoso, e ainda assim aprendeu com elas...
Chorou com o abandono e a tristeza de uma criança que nem conhecia e deixou de almoçar para alimentá-la...
Convenceu a família a deixar um cão de rua na sua casa por uns tempos... Tempo infinito.
Foi a um show sem a menor vontade apenas para ser parceiro...
Admitiu, meio encabulado, que se emocionou com o carinho de um amigo num dia em que estava de mal com o mundo...
Duvidou de Deus, mas nunca deixou de acreditar Nele e Temê-lo...
Apanhou uma rosa e acabou não entregando a quem pretendia...
Escreveu e reescreveu mais de dez vezes um poema que nunca mostrou...
Ouviu músicas românticas para provar e provocar lembranças...
Sentiu saudade...
Sentiu saudades...
E sentiu mais saudades ainda de tudo o que viveu, pois viver é construir a própria história, orgulhar-se dela e relembrar sorrindo quando as recordações povoam a mente.
Não sabe de amor...
Exceto se destinou algum tempo para vivê-lo.

Moacir Luís Araldi